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FMI prevê que nível de reservas em Angola permite dispensar apoio financeiro

O diretor do departamento africano do Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou hoje que Angola não precisa de apoio financeiro, mas enfatizou que é preciso que o país cumpra o acordo de cooperação divulgado esta semana.

“As reservas são confortáveis, têm o Fundo Soberano, por isso em termos de balança de pagamentos chega para cobrir as necessidades, não há necessidade para medidas específicas como aquelas o FMI tipicamente fornece” e que estão acopladas à ajuda financeira, disse Abebe Aemro Selassie.

No final da conferência de imprensa que decorreu esta tarde em Washington, no âmbito dos Encontros da Primavera, Selassie disse à Lusa que “as discussões com o Governo vão começar nas próximas semanas” e vincou que “um Instrumento de Coordenação de Políticas (PCI, na sigla em inglês) é suficiente, desde que cumpram todas as medidas requeridas” nesse acordo.

Angola, lembrou o responsável, “foi atingida pela queda das matérias-primas e é preciso manter a implementação das reformas já aprovadas, e isso fará parte da discussão com as autoridades”.

O Governo, reconheceu Selassie, “quer diversificar a economia e proteger-se da excessiva dependência do petróleo, por isso há regulamentos e restrições de mercado que é preciso resolver e ajudar a desenhar as reformas que facilitem isso”.

Entre os temas gerais que vão fazer parte das conversas entre o FMI e o Governo de Angola estarão também, disse Selassie, a gestão das finanças públicas, os processos orçamentais, o fortalecimento da coleta de receitas, que são “todos assuntos que merecem atenção”.

O PCI é um instrumento não financeiro disponível para todos os países-membros do FMI que não necessitam de recursos financeiros do Fundo no momento da aprovação do acordo e que não têm obrigações financeiras em atraso para com a instituição e destina-se a países que procuram demonstrar o seu compromisso com uma agenda de reformas e/ou desbloquear e coordenar o financiamento de outros credores oficiais ou investidores privados, segundo a definição do FMI. (Sapo 24)

por Lusa

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