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Deputados enaltecem sentimento patriótico de Jaka Jamba

Deputados da Assembleia Nacional enalteceram esta segunda-feira, em Luanda, as qualidades do nacionalista, político e historiador Almerindo Jaka Jamba, considerando-o uma figura muito inteligente que colocava o sentimento patriótico acima de todos os interesses.

Reagindo à sua morte, ocorrida na madrugada de domingo numa das unidades hospitalares de Luanda, o deputado Rui Mingas, do MPLA, considerou Jaka Jamba como um combatente de grandes valias, com uma postura correcta e inteligência acima da média.

“Conheci-o ainda nos tempos de estudante na Faculdade de Letras, em Lisboa. Ficamos todos marcados pela surpresa do desaparecimento físico desta figura de referência da nossa luta. Do acompanhamento que pude fazer ao longo desses anos foi sempre um homem íntegro e de boa referência”, expressou.

Já o deputado Adalberto da Costa Júnior, da UNITA, disse que Jaka Jamba era uma figura de impacto nacional muito sensível ao espaço académico e de rara inteligência, que se entregou à resistência contra o colonialismo muito sedo.

“Era um deputado bastante participativo no seu grupo parlamentar, a UNITA, um grande pedagogo e virado para a partilha de experiências e nós, seguramente, vamos perder bastante com o seu desaparecimento”, realçou.

A UNITA (o maior partido da oposição em Angola) vai homenageá-lo no dia 04 de Abril, em Viana, um dia antes do seu funeral, marcado para quinta-feira.

Para a deputada Mihaela Weba, Jaka Jamba marcou directa ou indirectamente a vida de muita gente em Angola e viveu a vida toda na dimensão de ensinar, aprender e partilhar experiências, notando que o malogrado nutria um amor profundo pelo seu país.

“É uma perda enorme para Angola e para UNITA, em particular, disse a deputada, para quem o maior tributo que as novas gerações devem prestar à memória de Jaka Jamba é a verdade histórica angolana que ele pregava.

Por outro lado, o deputado Rafael Massanga Sakaita Savimbi disse que Jaka Jamba marcou um momento importante da história de Angola, de uma maneira geral, e em particular do seu partido.

“Foi nosso professor, um mestre em várias circunstâncias. Foi daqueles homens que nunca deixou de criar um espaço para que os jovens pudessem ter oportunidade de partilhar com ele os seus conhecimentos”, atesta.

O deputado Makuta Nkondo, da CASA-CE, comentou também que o desaparecimento físico do nacionalista, político e historiador Almerindo Jaka Jamba deixa um “grande vazio” para o país, notando que o pensamento do malogrado situava-se acima dos partidos políticos.

“Ele tinha uma bandeira que o caracterizava: a humildade e simplicidade. Quem sou eu diante dele em termos académicos?”, indagou-se, lembrando que o malogrado frequentou a Universidade com o cardeal Dom Alexandre do Nascimento.

O deputado Lucas Ngonda, da FNLA, disse ter recebido a informação da morte de Jaka Jamba com muita tristeza porque trata-se de um combatente da primeira hora.

“Ele foi alguém que, apesar de pertencer a uma força política, tinha um sentimento transversal, ou seja, discutia e conversava as questões sem reservas e colocava acima de tudo o interesse nacional”, finalizou.

Almerindo Jaka Jamba, 69 anos, nasceu a 21 de Março de 1949 e era deputado da UNITA, partido político angolano a que aderiu em 1972.

O malogrado era formado em Filosofia, pela Universidade Clássica de Lisboa, e ostentava, também, um Doutoramento em História.

Por força dos Acordos de Alvor, assinados em 1975, entre Portugal e os então movimentos de libertação angolanos (FNLA, MPLA e UNITA), ocuparia, no Governo de Transição, a pasta de secretário de Estado da Informação.

No partido UNITA, já ocupou vários cargos de destaque, tais como os de secretário de Educação, Informação, dos Negócios Estrangeiros, da Cultura e Herança Africana. (Angop)

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