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China anuncia exercícios militares com fogo real no Estreito de Taiwan

A China anunciou hoje exercícios militares com fogo real no Estreito de Taiwan, num período de renovadas tensões entre Pequim e Taipé, devido ao apoio dos Estados Unidos ao governo da ilha.

O anúncio coincide com um comunicado as autoridades encarregues da segurança marítima na província de Hainan, de que a marinha do país terminou três dias de exercícios no Mar do Sul da China, um dia antes do planeado.

Taiwan, a ilha onde se refugiou o antigo Governo chinês depois de o Partido Comunista (PCC) tomar o poder no continente, em 1949, assume-se como República da China, mas Pequim considera-a uma província chinesa e ameaça usar a força caso declare independência.

Os EUA são o aliado mais importante da ilha e o seu principal fornecedor de armas, apesar de os dois lados não terem relações diplomáticas, desde 1979.

Funcionários chineses criticaram recentemente a decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, de aprovar uma lei para reforçar os laços com a ilha.

O “Taiwan Travel Act”, aprovado na Câmara dos Representantes e no Senado, encoraja altos representantes norte-americanos a viajar para Taiwan para encontros com os seus homólogos, assim como o inverso.

Pequim considera que a lei “viola gravemente” o princípio de uma só China e envia um “muito mau sinal às forças separatistas pró-independência de Taiwan”.

A China realizou já missões no espaço aéreo em torno de Taiwan e tem repetidamente navegado o seu único porta-aviões, o Liaoning, em águas próximas do território.

Os exercícios navais hoje concluídos em Hainan ilustram também as crescentes capacidades da China em defender os seus interesses marítimos e reclamações territoriais, sobretudo no Mar do Sul da China.

Pequim está a construir novos navios para equipar a sua marinha, guarda costeira e agência de aplicação da lei marítima, incluindo um porta-aviões de fabrico inteiramente doméstico.

Pequim reivindica quase todo o Mar do Sul da China, apesar das reivindicações do Vietname, Filipinas, Malásia e Brunei.

Nos últimos anos, construiu várias ilhas artificiais, capazes de receber instalações militares em recifes disputados pelos países vizinhos.

Este mar estratégico, por onde passam anualmente cerca de cinco biliões de dólares (4,2 biliões de euros) em mercadorias, terá vastas reservas de gás e petróleo. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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