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África do Sul rende homenagem póstuma à Winnie Mandela

A África do Sul rendeu segunda-feira à noite uma homenagem póstuma à activista anti-apartheid Winnie Mandela com actos realizados em diferentes regiões deste país da África Austral, durante o qual foi descrita como destemida, afectuosa e valente.

As principais cerimónias tiveram lugar na Cidade do Cabo e no Soweto, segundo relatos da imprensa local nesta terça-feira.

No bairro Khayelitsha da Cidade do Cabo, centenas de pessoas concentraram-se no salão Oliver Tambo para prestar homenagem a Winnie – que faleceu no dia 02 de Abril aos 81 anos – com um ritual litúrgico tradicional de cânticos, bailes e celebrações pelo legado desta mulher reconhecida como a Mãe da Nação.

Entre os oradores estiveram o presidente do Parlamento, Baleka Mbete, que elogiou Winnie pela sua coragem e por dar a sua vida para o país, lembrando que a ex-militante era membro do órgão legislativo até a sua morte.

Mandla Mandela, um dos netos de Winnie e Nelson Mandela e chefe do Conselho Tradicional Mvezo, considerou que ela foi a mãe de uma geração de lutadores pela independência e ‘uma montanha imóvel… sempre unida aos jovens e velhos, homens e mulheres do campo ou da cidade…’.

“O seu poder dominou a nossa resistência face ao apartheid nos momentos mais sombrios, quando outros líderes se encontrava na prisão ou no exílio”, disse.

Por sua vez, o secretário do Partido Comunista da África do Sul na província do Cabo Ocidental, Benson Nqentsu, salientou que Winnie Mandela sempre manteve uma posição a favor da liberdade e dos oprimidos, tornando-se uma líder da nação.

Nqentsu referiu-se à importância da unidade entre as forças progressistas sul-africanas ao condenar o surgimento de facções, apelando para que o seu ‘movimento reflicta a diversidade no sentido estrito da palavra que pode ser sentida no Cabo Ocidental’.

Outra oradora nesta homenagem foi Naledi Pandor, membro do Conselho Executivo Nacional do Congresso Nacional Africano (ANC), deputada e ministra do Ensino Superior, que considerou que a vida de Winnie Madikizela-Mandela deve ser um ponto de encontro para a continuidade da luta pela emancipação económica.

A dirigente assegurou que Winnie queria ser honrada com acções e exortou os sul-africanos a trabalhar para erradicar a pobreza e pôr fim às desigualdades.

Entretanto, em Soweto (província de Gauteng), a indomável activista foi recordada num acto da Liga da Juventude do ANC cujos oradores pediram para que seja postumamente agraciada com o prémio Isitwalandwe, a mais alta distinção para aqueles que fizeram grandes sacrifícios pela libertação da África do Sul.

Falando em nome desta organização do partido no poder, Sifiso Mtsweni disse que Winnie inspirou a juventude a levantar-se contra o apartheid durante os tempos difíceis e, por isto, merece ser reconhecida.

A antiga militante faleceu em Joanesburgo e será sepultada com honras de chefe de Estado no sábado, prevendo-se um memorial no Estádio de Orlando, em Soweto, com capacidade para 46 mil pessoas. (Angop)

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