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“Enorme massa de portugueses espera em silêncio condenação de Sócrates”

O fundador do Clube dos Pensadores comparou os casos de Lula da Silva e José Sócrates, ressalvando que “decência, a honestidade e a legalidade” são indispensáveis a qualquer democracia.

O fundador do Clube dos Pensadores estabelece um paralelismo entre a realidade brasileira e a realidade lusa. Mais precisamente entre o caso que envolve Lula da Silva e o da Operação Marquês, envolvendo José Sócrates.

Num artigo de opinião enviado ao Notícias ao Minuto, Joaquim Jorge começa por afirmar que “muita gente honesta”, considera que Lula está a ser injustiçado. Diferentes quadrantes políticos estão ao lado do homem que fez a “proeza” de tirar “30 milhões de brasileiros da extrema pobreza”.

Todavia, ressalva, “um bom governante não tem somente que ver com as suas políticas, isso não lhe permite ficar isento de cumprir as leis e de atuar com princípios éticos e morais”.

Lula viu-se enredado na Lava Jato, o maior escândalo de corrupção do Brasil, sobre corrupção na Petrobras, “o que custou ao povo brasileiro dois mil milhões de euros em subornos”.

Embora, haja vários céticos no que à envolvência do antigo presidente canarinho neste caso diz respeito, o biólogo indica que “Lula não tem um processo, mas sete processos de corrupção, um deles é acusado de ter recebido da construtora OAS a troco de contratos públicos um apartamento de três pisos na praia de Guarujá estado de São Paulo”. E, continua, “vários colaboradores mais próximos durante o seu governo como João Vaccari , José Dirceu ( chefe de gabinete) foram condenados com largas penas de prisão, por roubo, golpes e outras operações delituosas”.

É à “valentia” do juiz Sérgio Moro por encabeçar uma “cruzada contra a corrupção” que Joaquim Jorge “tira o chapéu”, afirmando também que “Lula usufruiu de todos os direitos de defesa possíveis num país democrático” e que, por isso mesmo, “teve oportunidade de se defender e de recorrer de todas as acusações de que foi alvo”, frisa, rematando: “Todavia foi condenado”. Se atravessarmos o Atlântico a escala é outra, mas o processo similar.

“Em Portugal, antes do Brasil, já esteve preso o [antigo] primeiro-ministro José Sócrates que está em liberdade, mas condicionado por vários processos que irão a julgamento, graças à valentia de Carlos Alexandre e Rosário Teixeira”, a quem compara a Moro .O fundador do Clube dos Pensadores vai mais longe e revela o que pensa ir na cabeça dos portugueses.

“Muitos portugueses também acham que José Sócrates não é culpado dos crimes de que está acusado: 31 crimes e de acumular 24 milhões de euros na Suíça”, afirma, fazendo a adenda de que, na sua opinião, existe uma “enorme massa humana de portugueses que espera silenciosamente a condenação de José Sócrates”.

Em jeito de conclusão, Joaquim Jorge reitera que a “decência, a honestidade e a legalidade” são indissociáveis da democracia e que, sobretudo, não podem existir “intocáveis”. (Notícias ao Minuto)

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