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Empresário advoga luta contra “máfia” dos cambiais

O presidente da Confederação Empresarial de Angola, Francisco Viana, defendeu hoje, sexta-feira, na capital angolana, a necessidade das autoridades declararem uma luta cerrada contra a máfia dos cambiais que está instalada no país, para se salvaguardar o empresariado.

Segundo o líder empresarial, que falava no acto de lançamento da primeira Feira de Produção Nacional, que a CEA organiza de 27 a 28 de Junho do corrente, tem que se lutar contra a rede de operadores bancários que actuam de forma fraudulenta desde o BNA até os bancos comerciais.

Francisco Viana referiu que essa máfia está em todos os níveis na estrutura bancária, sabendo-se de situações em que a partir do BNA há transferências que não se conseguem entender, como os 500 milhões de dólares que saíram ilegalmente do país, enquanto empresários idóneos não conseguem divisas.

Na mesma senda, informou que se tem estado a assistir também uma grande promiscuidade entre aqueles que são banqueiros/empresários, pois, na insuficiência de divisas, tendem a canalizar as poucas que aparecem para as suas empresas.

“ Não acontece em todos os bancos, mas sabemos que entre os accionistas faz-se essa divisão das divisas, depois entre os directores e a outros níveis, ficando os empresários nacionais sem cambiais. Esse problema está identificado e tem que se tomar medidas, também a nível do banco central”, disse.

Ainda a propósito das dificuldades com que os empresários angolanos se debatem, o presidente da CEA manifestou o seu desagrado com o problema da concorrência desleal, em que governantes também são empresários e tiram vantagens dessa posição em relação aos demais.

“ Temos vindo a apelar ao nível da sociedade angolana, para que os políticos façam política e deixem os empresários fazerem negócio”, frisou.

Por outro lado, enfatizou que Angola é um país que depende muito da contratação pública, sendo o estado o maior comprador dos serviços, embora a grande maioria dos empresários não receba atempadamente pelos serviços prestados.

“ Mesmo sem receber, somos penalizados pela autoridade tributária que nos aplica multas e ajuda a agravar ainda mais a nossa situação”, disse.

Relativamente ao congresso e tendo em conta a difícil situação que se vive no país, daí a urgência da diversificação da economia, Francisco Viana avançou que propuseram ao estado um trabalho em conjunto.

Foram criados grupos de trabalho para prepararem os temas que estarão em debate, contando cada um com a participação de membros indicados pelo governo, pois, o congresso é um esforço comum entre o estado e o sector privado para se diversificar a economia, colmatar as necessidades internas e se promover a exportação.

“ Pedimos que houvesse a institucionalização dessa cooperação entre o estado e os empresários e foi nomeado o secretário de estado para a economia, para o efeito. Solicitamos também uma moratória e um perdão de determinadas multas e juros que consideramos injustos e que haja um prazo maior para se pagar os impostos”, acrescentou.

A CEA foi inicialmente constituída por 51 associações empresariais e união de cooperativas das 18 províncias do país e visa fortalecer a plataforma de diálogo entre o sector empresarial e Governo angolano.

A instituição, que tem como presidente de direcção Francisco Viana e 12 vice-presidentes, é a mais representativa desta classe no país, por absorver homens de negócios dos mais variados sectores, como agrícola, pecuário, hoteleiro, panificação, mecanização agrícola, dentre outros. (Angop)

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