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Executivo deve aprovar projectos da política juvenil- docente universitário

O Executivo deve aprovar um projecto de política juvenil do estado que servirá de instrumento legal para a definição dos deveres e direitos sociais, políticos e econômicos da juventude angolana, defendeu nesta quinta-feira, em Luanda, o docente universitário Faustino Bala Francisco.

Em declarações à Angop, sobre os problemas e soluções da jovens a propósito do Dia da Juventude, que se assinala a 14 de Abril, o docente considerou que os jovens estão apreensivos com o seu futuro, pelo que refere ser de grande importância a elaboração de uma política que dê esperança aos jovens.

Faustino Bala Francisco considerou que o combate à prostituição e delinquência juvenil, que têm crescido no país, deve contar com a comparticipação das famílias.

Sugeriu como uma das possíveis saídas para afastar a juventude da prostituição e da delinquência, um melhor acompanhamento no seio familiar, enquadramento de formação profissional e no mercado de trabalho.

Ao falar sobre as consequências que estas práticas podem trazer, referiu que as mulheres que praticam esta vida não sabem com quem se estão a prostituir e correm o risco de se infectarem com o VIH/Sida, gravidez indesejadas e podem contrair outras doenças sexualmente transmissíveis. Quanto a delinquência a finalidade é cadeia ou morte.

Faustino Bala Francisco afirmou que o desemprego constitui uma das causas da prostituição e da delinquência juvenil.

Acrescentou que a carência de bens econômicos é também um dos grandes factores que leva os jovens a terem comportamentos agressivos.

Para si, o que a juventude mais anseia, em tempo de paz, é a obtenção do primeiro emprego e quando não consegue opta pela vida mais fácil, assente na delinquência através de furtos e roubos, para as mulheres a prostituição.

Realçou que a falta de boas referências no seio familiar leva os jovens a seguir exemplos vindos de fora, muitas vezes desviantes e que não contribuem para o seu desenvolvimento intelectual, daí a necessidade da mudança de postura dos pais.

Por outro lado, Faustino Bala Francisco afirmou que grande parte do insucesso do negócio de muitos empreendedores nacionais deve-se à falta de formação acadêmica, à má gestão dos recursos financeiros, desconhecimento da dinâmica do mercado onde estão inseridos e não assumpção de novos desafios.

Para superar o dilema do fracasso de muitos empreendedores, além da melhoria dos aspectos citados como razões para o fracasso, apontou a necessidade de incutir na mente do investidor a política básica de poupança.

Justificou que o investimento do empreendedor deve estar aliado à criatividade, inovação, coragem e dedicação.

Apontou que os pontos fortes, fraquezas e ameaças devem ser tidos em conta nos negócios, aspectos que podem ser observados e seguidos se o empreendedor apostar na formação contínua.

“É necessário que os jovens aproveitem as oportunidades, sejam empreendedores, apostem na formação acadêmica e técnico profissional para amanhã terem um futuro brilhante e de maior responsabilidade”, frisou.

Instou os jovens a se precaver dos maus hábitos, porque existem jovens que têm emprego mas não querem trabalhar, chegam tarde nos locais de serviço, não fazem o trabalho com perfeição, não têm espírito de sacrifício e de entrega ao próprio trabalho, pel que devem encarar as oportunidades de emprego com maior responsabilidade.

Aconselhou igualmente os jovens para mudarem de atitude e comportamento nos locais de serviços ou outras instituições, atenderem sempre as pessoas com atenção, respeito, humildade e responsabilidade, principalmente aos mais velhos.

Apontou o Excesso de burocracia e a falta de transparência dos regulamentos e procedimentos na administração pública como duas das causas da corrupção no país.

Associadas às duas causas estão o que considerou de rendimentos e salário inadequados, bem como o desrespeito aos valores morais e éticos.

“Hoje a corrupção está cada vez mais sensível para os funcionários públicos, enquanto servidor público, no que toca à integridade, honestidade”, disse. (Angop)

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