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Sete pessoas morrem diariamente nas estradas do país

Sete pessoas morrem, em média, todos os dias, nas estradas do país, revelou, nesta quarta-feira, à Angop, o chefe de Departamento de Comunicação e Imagem da Direcção Nacional de Viação e Trânsito, Angelino Sarrote.

As avenidas Fidel Castro (via expresso), Deolinda Rodrigues (estrada de Catete), Pedro de Castro Van-Dúnem (Loy), a estrada número 100 (Lobito/Benguela) e o troço Caxito/Açucareira (Bengo) são as que representam maior perigosidade.

O índice de mortes está associado ao elevado número de acidentes que, diariamente, se verificam e que ronda os 29, para além de provocarem quase sempre mais de 20 feridos.

Angelino Sarrote, que falava durante uma entrevista à Angop, esclareceu que estas estatísticas resultam de uma investigação permanente sobre a sinistralidade rodoviária em Angola.

Como factores que concorrem para estes sinistros, apontou o excesso de velocidade, consumo de bebidas alcoólicas durante a condução, as ultrapassagens irregulares e a má travessia de peões, como os mais significativos.

Outro aspecto apontado pela fonte da Angop como estando a engrossar o número de mortes tem sido os atropelamentos, devido à resistência de muitos peões em utilizarem pontes aéreas (pedonais) e as passadeiras.

De acordo com o porta-voz da Viação e Trânsito, os atropelamentos lideram a tipologia de acidentes de viação, sendo os peões responsáveis por esta triste realidade.

Para além destas causas, outras há que contribuem para a sinistralidade rodoviária. São, designadamente, de acordo com ele, a falta de iluminação nas estradas, o mau estado técnico dos veículos automóveis e das vias de comunicação.

Questionado sobre os veículos em mau estado técnico que continuam a circular nas estradas nacionais e no casco urbano “sob o olhar silencioso dos agentes da autoridade”, Angelino Sarrote admitiu haver alguma condescendência por parte de alguns reguladores.

Porém, afirmou que esta situação poderá ser invertida com a regulamentação da legislação que tem a ver com a obrigatoriedade da inspecção periódica dos veículos e não somente restringir-se à passagem de multas.

Apelou à consciência dos proprietários e condutores dos veículos em mau estado técnico para o perigo que eles representam não só para a sua segurança mas, sobretudo, para a segurança pública.

“O condutor tem que estar imbuído do sentimento de que ao conduzir um automóvel pode ser perigoso em caso de falha de travões ou falha de iluminação. Por todos estes factores, deve fazer uma prévia e constante inspecção ao seu meio de transporte”, aconselhou Angelino Sarrote. (Angop)

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