Notícias de Angola - Toda a informação sobre Angola, notícias, desporto, amizade, imóveis, mulher, saúde, classificados, auto, musica, videos, turismo, leilões, fotos

Bonga leva música africana em Junho ao Festival MED’18

Em Junho, Bonga tem uma agenda apertada em Portugal, onde actua no “Rock in Rio Lisboa” e no Festival MED’18, que decorre em Loulé, no Algarve. Embora as músicas sejam conhecidas na terra de Camões, o autor de “Água rara” deixa muitas expectativas.

Bonga confirmou a sua participação na 15ª edição do Festival MED’18, que decorre de 28 a 30 de Junho na zona histórica da cidade de Loulé, em Portugal.

A presença de Bonga foi confirmada pela Câmara de Loulé, que organiza o festival, tendo anunciado, também, as participações dos artistas peruano Los Milros e do espanhol, Vurro, que se junta aos doze nomes já confirmados, e que vão proporcionar diferentes sonoridades da “world music.”

A Câmara de Loulé afirma que, a genuína sonoridade do continente africano chegam a Loulé pela voz de José Adelino Barceló de Carvalho, mais conhecido por Bonga, que começou a carreira como atleta, mas cedo descobriu a verdadeira vocação, a música.

Nascido em 1942, a voz de Bonga continua a ser um dos mais belos timbres de África e uma das principais referências da música angolana.

Já fez parcerias com Cesária Évora, Ana Moura, Marisa Monte, Vaya Con Dios, entre outros artistas mundialmente conhecidos. Recebeu três discos de ouro e platina e foi condecorado pela Embaixada Francesa com a mais alta distinção cultural.

Com mais de 40 anos de carreira, 30 álbuns editados e tendo influenciado várias gerações de cantores e instrumentistas, Bonga, segundo a organização, encarna a verdadeira essência da “angolanidade”.

As canções “Mariquinha” e “Currumba” são alguns dos temas mais populares de Bonga, cujo auge da carreira internacional atingiu na década de 1980.

Além de Bonga, o grupo peruano Los Milros marca a sua estreia no Festival MED. Los Milros são os criadores da “cumbia” amazônica, uma das muitas manifestações da “cumbia” peruana.

O grupo, que conta com uma longa carreira, é originário da cidade de Moyobamba, no departamento de San Martín, no Perú, cuja origem na selva lhes valeu o apelido de “Los Charapas de Oro”.

O início da banda remonta ao ano de 1968 e tem-se mantido no activo até os dias de hoje. A presença de Los Milros no Festival MED’18 é uma das actuações esperadas com muita expectativa.

Vurro, artista espanhol que, em palco, rodeia-se de teclados, usa uma caveira de boi na cabeça, apetrechada, que lhe dá jeito para dar umas marradas em pratos de bateria. O som é uma espécie de “boogie”, “twist” de difícil definição.

Com um repertório com temas originais com forte influência conceptual bovina, Vurro apresenta-se em palco com uma energia contagiante e propícia a danças demenciais.

O festival vai ter as actuações de Asian Dub Foundation (Reino Unido), Dub Inc (França), Morgane Ji (Ilha da Reunião), La Pegatina (Espanha), 47 Soul (Pa-lestina), Gato Preto (Moçambique/Gana/Portugal) e os portugueses Miguel Araújo, Orelha Negra, Sara Tavares, Gaiteiros de Lisboa, Teresa Salgueiro e Melech Mechaya.

Histórico do festival

Incluído no roteiro dos maiores festivais de “World Music” da Europa, o Festival MED tem decorrido no Centro Histórico de Loulé. Loulé é uma cidade portuguesa no distrito de Faro, região e sub-região do Algarve, com cerca de dois mil habitantes. Para além de um alinhamento musical que leva a Portugal os melhores nomes das músicas do mundo. Este festival passa também pela mostra de gastronomia, artes plásticas, animação de rua, artesanato, dança, workshops, e muito mais, com objectivo de divulgar a cultura dos países da Bacia do Mediterrâneo.

O MED surgiu em 2004, numa tentativa de concretizar um festival de “música diferente e único”, que potenciasse a promoção do Concelho de Algarve e permitisse qualificar e diversificar a oferta turística.

Entre outros objectivos, a organização pretende promover e revitalizar a zona histórica da cidade, numa perspectiva de dinamização cultural e, simultaneamente, de divulgação da cultura do Mediterrâneo, e da imagem turística na época de Verão.

O festival tem já uma identidade própria e integra uma imagem de marca, que lhe confere destaque, em alguns roteiros dos festivais temáticos a nível da Europa, nomeadamente de “Músicas do Mundo”, nos planos além-fronteiras. (Jornal de Angola)

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Translate »