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Angola é um país desigual apesar dos 16 anos de paz – Alves da Rocha

Apesar dos 16 anos de paz Angola é um país desigual porque não teve capacidade de aproveitar os primeiros anos do fim da guerra até 2008 e de resistir às crises económicas e financeiras internacionais, considerou hoje o economista Alves da Rocha.

O técnico afirma que Angola foi incapaz de transformar a paz num dividendo de distribuição justa do rendimento nacional.

Para si, actualmente o país deveria apresentar índices de igualdade no acesso de oportunidades, rendimento nacional, crédito bancário, “que não somos capazes de apresentar porque há pessoas muito ricas e há pessoas muito pobres no país”.

“ É necessário dizer que se desaproveitou muito, aquilo que deveriam ter sido os benefícios da paz, no período que completamos 16 anos houve muito desaproveitamento. Não tivemos a capacidade de construir fundamentos para que esses benefícios da paz se pudessem estabilizar e consolidar”, sublinhou.

Na perspectiva de José Alves da Rocha, o país está nesse momento numa fase de desaceleração da dinâmica de crescimento, significando que não teve capacidade de aproveitar.

Em relação aos benefícios contabilizados com a paz, o especialista diz ser necessário um conjunto de discussões que os cidadãos têm de ter para preservar a paz e garantir outros níveis de paz, como a estabilidade emocional, social e económica.

O economista aponta ainda a existência de enormes dificuldades financeiras que dificultam fazer alguma coisa em prol das famílias e das empresas por falta de condições de gerar receitas para o Estado por via da exportação, levando-o (Estado) a endividar-se.

O especialista fez essas considerações numa conferência sobre a paz, realizada na Escola Nacional de Administração (ENAD). José Alves da Rocha, economista e director do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola (Ceic/Ucan), proferiu essas palavras quando discursava na conferência da paz na Escola Nacional de Administração (Enad). (Angop)

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