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Trump diz a Assad que “vai pagar preço alto” por suspeito ataque químico

Várias organizações dão conta de dezenas de mortos em Douma, nos arredores de Damasco. Regime desmente e acusa rebeldes de fabricarem factos.

Dezenas de pessoas morreram na sequência de um ataque na cidade síria de Douma, na região de Ghouta Oriental. Vários grupos de activistas e de organizações médicas dão conta de um ataque com armas químicas, enquanto o regime liderado por Bashar al-Assad já veio negar que as forças do Governo tenham lançado um ataque químico naquela cidade.
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O Presidente Donald Trump garante que Assad “vai pagar um preço alto” por este ataque e responsabilizou o Irão e o Presidente russo, Vladimir Putin, por apoiarem o “animal Assad”. “Muitos mortos, incluindo mulheres e crianças, em ataque QUÍMICO irracional na Síria. A área das atrocidades está cercada pelo Exército sírio, tornando-a inacessível ao mundo”, escreveu o líder americano no Twitter.

O número de mortes e de feridos continua incerto. A Syrian American Medical Society diz que pelo menos 40 pessoas terão sido mortas, enquanto a Defesa Civil Síria (também conhecida como Capacetes Brancos) dá conta de um número mais elevado. A BBC cita Raed al-Saleh, chefe dos Capacetes Brancos, que dá conta de que “70 pessoas morreram sufocadas” e de “centenas” que estão a sufocar.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos não confirma se foram usadas armas químicas no ataque. Citado pela Reuters, o director Rami Abdulrahman afirmou que 11 pessoas morreram em Douma, sufocadas pelo fumo largado por armas convencionais utilizadas pelo Governo de Assad e que um total de 70 pessoas estavam com dificuldade em respirar.

À medida que as imagens das pessoas mortas eram divulgadas e que circulavam notícias de um ataque com armas químicas, a agência de notícias estatal Sana dizia que os relatos foram fabricados pelos rebeldes do grupo Jaish al-Islam, que mantêm o controlo de Douma. A agência afirma que “os terroristas do Jaish al-Islam estão em colapso” e a “fabricar relatos de ataques com armas químicas”, numa tentativa de impedir os avanços do exército sírio na cidade.

A Rússia também negou que o regime sírio tenha usado armas químicas em ataques na cidade de Douma, após acusações dos Estados Unidos e denúncias de várias associações.

“Nós negamos veementemente essa informação”, disse o general Yuri Yevtushenko, chefe do departamento russo que está em negociações sobre o conflito na Síria, citado por agências noticiosas russas.

O responsável acrescentou que, “assim que Douma for libertada”, a Rússia enviará para o local “especialistas em armas nucleares, químicas e biológicas para recolherem dados que confirmem que as acusações [dos Estados Unidos] são falsas”.

Os Estados Unidos denunciaram neste domingo a “protecção incondicional” da Rússia ao regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, e exigiram o “fim imediato” deste apoio, após um suposto ataque químico que provocou dezenas de mortos.

O presidente Bashar al-Assad recuperou o controlo de uma parte significativa da região de Ghouta, numa campanha militar apoiada pela Rússia que começou em Fevereiro, deixando apenas a cidade de Douma nas mãos dos rebeldes. Após um período de calma e depois de as conversações entre Moscovo (aliado de Assad) e os rebeldes terem fracassado, as forças do Governo recomeçaram a bombardear Douma na sexta-feira.

Já depois destes relatos, o Governo sírio disse que as negociações com o grupo rebelde que controla a cidade de Douma iriam iniciar-se ainda neste domingo. “Os terroristas Jaish al-Islam solicitaram a abertura de negociações com o estado sírio, que irá começar essas negociações dentro de duas horas”, afirmou uma fonte oficial, citada pela televisão estatal síria. Mais tarde, a Reuters noticiou que as negociações envolveriam os rebeldes e a Rússia.

Os rebeldes não comentaram a abertura de negociações. (Publico)

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