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Uganda: Surto de cólera mata 40 refugiados congoleses

Mais de 40 pessoas que fugiram de violência na República Democrática do Congo (RDC) morreram em campos de refugiados no Uganda, disse a Cruz Vermelha quinta-feira, citada pela AIM.

O Uganda tem estado a receber vagas de refugiados depois do reatamento de confrontos inter-comunais e entre o exército e grupos armados na província de Ituri, no norte da RDC.

A Cruz Vermelha diz que o influxo sobrecarregou os hospitais e criou enormes dificuldades de condições nos campos de refugiados, exacerbando o surto, que iniciou em meados de Fevereiro.

“Condições de higiene impróprias – incluindo dificil acesso a água própria para consumo – resultaram no surto de cólera que matou mais de 40 pessoas nos campos de refugiados de Kyangwali e Kyaka II”, no oeste do Uganda, refere um comunicado da CV.

“Mais de duas mil pessoas com cólera estão ainda sob cuidados médicos”, acrescenta o documento, notando que “o acesso a água limpa e saneamento é uma das mais urgentes necessidades para os refugiados congoleses” em ambos os campos.

A CV calcula que cerca de 70 mil congoleses chegaram ao Uganda desde o início do ano, 80 por cento dos quais são mulheres e crianças.

Muitos chegaram já em precárias condições de saúde, e clínicas dentro e nas cercanias dos campos sentem a sobrecarga de atender pacientes sofrendo de malária, diarreias, e infecções do tracto respiratório.

A CV receia haver mais surtos de cólera uma vez que alguns refugiados já se encontravam doentes à hora da chegada ao Uganda.

A violência em Ituri é apenas um dos muitos conflitos que ocorrem no leste da RDC.

Milhares de outras pessoas estão a fugir da violência na província do Kivu Norte para o Uganda.

Para chegarem ao Uganda, muitos dos refugiados congoleses atravessam o Lago Albert, na fronteira entre os dois paises. (Angop)

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