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Duplo homicídio em Cacuaco: Pai e filho assassinados a tiro esta madrugada

António Manuel N”ginga, de 50 anos, e um dos seus filhos, de 29, morreram baleados na madrugada de hoje, no bairro da Boa Esperança III, no município de Cacuaco, em Luanda, quando um grupo ainda não identificado invadiu a residência onde viviam.

O duplo homicídio aconteceu cerca das 2h, na zona da linha férrea, sector 7, no distrito urbano do Kikolo.

António Manuel N”ginga, de 50 anos, e o filho Manuel N”ginga, de 29, foram mortos dentro da casa onde moravam com outros quatro familiares.

O pai foi baleado com um tiro no peito que perfurou o coração, enquanto o filho foi atingido na região da cabeça, disseram os parentes ao Novo Jornal Online.

Segundo o intendente Mateus Rodrigues, do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da Delegação do Ministério do Interior na província de Luanda, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) já esta a investigar o caso para poder esclarecer o assunto.

Faustino João, sobrinho de António Manuel N”ginga, contou que os marginais surpreenderam a família durante a madrugada.

“Como ninguém abriu a porta, eles arrombaram, entraram e começaram a agredir o pessoal de casa, incluindo o pai”, disse Faustino, acrescentando que os marginais anunciaram que estavam à procura do filho de António Manuel N”ginga.

O motivo da “caçada” continua por esclarecer, mas como o “alvo” vivia no anexo ao lado da casa invadida, depressa se apercebeu do que estava a acontecer e saiu em socorro do pai, tendo acabado por ser baleado na região da cabeça.

Ainda segundo os familiares, outro dos filhos de António Manuel N”ginga conseguiu escapar e foi pedir ajuda à esquadra policial mas próxima, na qual encontrou apenas um polícia que lhe terá informado não ter efectivos para se descolar ao local.

“A polícia da zona apercebeu-se da situação e não se fez presente ao local por falta de efectivos? Que país é esse?”, questionam os familiares, ao mesmo tempo que exigem que se faça justiça.

Violência não é novidade no bairro

Nelito de Sousa, morador do bairro há 13 anos, contou ao Novo Jornal Online que a zona é muito violenta, apesar de ser a primeira vez que uma coisa do género acontece.

“Eu próprio já fui invadido dentro de casa no passado mês de Janeiro. Arrombaram-me as portas de casa e fizeram muitos tiros. Como tenho uma janela que dá para o quintal do vizinho, foi a minha sorte porque consegui fugir”, acrescentou Nelito, que disse ter sido visado por ter defendido um vizinho que estava ser agredido.

“Há muitos grupos de delinquentes aqui neste bairro, que fazem e desfazem com conhecimento da polícia local”, lamentou, explicando que em função dos assaltos resolveu pegar na família e mudar de bairro. (Novo Jornal Online)

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