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Três a cinco crianças morrem na Pediatria de Luanda por dia

Quatrocentas e cinquenta crianças com patologias diversas são atendidas em média diariamente no banco de urgências do Hospital Pediátrico David Benardino, em Luanda, das quais morrem entre três a cinco menores a nível dessa instituição, informou hoje, sexta-feira, o seu director geral, Francisco Domingos.

Esta informação foi prestada no decorrer da visita de deputados da oitava Comissão da Assembleia Nacional à aludida instituição sanitária, tendo realçado que desse número são internadas entre 50 a 60 pacientes. No ano transacto, disse, foram atendidos pelo menos 109 mil doentes com diversas patologias com um registo de 21 mil internamentos e 613 óbitos.

De acordo com o responsável, estes dados reflectem que o resto das crianças deveriam ser atendidas nos cuidados primários de saúde, a nível dos centros de saúde e hospitais municipais e somente serem encaminhados para esta unidade hospitalar os casos mais graves.

Quanto a taxa de mortalidade diária, que varia entre três a cinco crianças, destacou que a malária lidera o índice de casos, seguido da malnutrição, doenças respiratórias agudas, menegite e tuberculose.

Manifestou-se preocupado com os casos de raiva que vitimaram no ano passado 27 crianças e já foram registados este ano duas mortes, chamando a atenção para o seu perigo considerado 100 porcento letal.

Considerou preocupante a actual situação do Hospital Pediátrico, devido o aumento de pacientes com malária e doenças respiratórias agudas, aliado aos escassos recursos financeiros e humanos e a falta de medicamentos e material gastável.

Salientou que as crianças que falecem, na sua maioria mais de 50 porcento morrem nas primeiras 48 horas após a entrada no hospital, derivado a chegada tárdia a esta unidade.

O Hospital Pediátrico David Benardino conta com 88 médicos e 334 enfermeiros, correspondendo a dois terço das necessidades em recursos humanos. Tem capacidade de internamento de 420 camas, estando neste momento superlotado devido ao elevado número de casos.

Entretanto, a vice-presidente da oitava Comissão da Assembleia Nacional, Ruth Mendes, enalteceu os esforços levados a cabo pelo pessoal médico para que toda criança que se dirija ao hospital não saia sem ser atendida, apesar das limitações com que se deparam como a falta de alguns meios e medicamentos.

De acordo com a deputada, os trabalhadores do mesmo hospital a todos os níveis são heróis pelo trabalho que conseguem realizar, tendo em conta o número de pacientes que ocorrem a esta unidade.

Disse que vão ter em conta as dificuldades financeiras que a unidade enfrenta e vão fazer todos os possíveis que a sua dotação financeira seja aumentada no orçamento geral de 2019. (Angop)

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