Notícias de Angola - Toda a informação sobre Angola, notícias, desporto, amizade, imóveis, mulher, saúde, classificados, auto, musica, videos, turismo, leilões, fotos

Panamá retira embaixador e pede a Caracas que faça o mesmo

O Panamá vai retirar o seu embaixador em Caracas e pediu ao Governo do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que retire também o seu representante diplomático na Cidade do Panamá.

A decisão do Panamá foi anunciada na quinta-feira, horas depois de Caracas ter suspendido, por 90 dias, as relações com 22 pessoas e 46 entidades jurídicas panamianas.

“O Governo do Panamá decidiu retirar o seu embaixador na Venezuela, Miguel Mejía, e solicita ao Governo venezuelano que retire o embaixador acreditado no Panamá, Jorge Durán Centeno”, indicou, em comunicado, do Ministério das Relações Exteriores panamiano.

Na nota, a diplomacia panamiana sublinhou que “após analisar as medidas da Venezuela, o Governo panamiano tratar-se de uma reação política que carece de fundamento, adotada fora do marco jurídico internacional, em represália pelas ações anunciadas pelo Panamá”.

“As autoridades panamianas estão a avaliar o impacto das medidas [venezuelanas], em termos económicos e comerciais, para identificar outras possíveis ações futuras”, indicou a nota.

O Governo de Maduro suspendeu na quinta-feiras as relações económicas e financeiras com 22 pessoas e 46 entidades jurídicas do Panamá, numa medida para proteger o sistema financeiro venezuelano.

A suspensão tem lugar durante 90 dias, renováveis, e entre as pessoas abrangidas pela medida está o Presidente do Panamá, Juan Carlos Valera, a ministra de Relações Exteriores panamiana, Isabel de Saint Malo, o ministro da Presidência, Álvaro Alemán, e a ministra de Governo, Maria Luísa Romero.

Segundo o texto da resolução venezuelana, as medidas devem-se “ao uso recorrente do sistema financeiro panamiano, por venezuelanos, para mobilizar dinheiro e bens provenientes de delitos contra o património público.

A 30 de março passado, o Panamá decretou sanções contra o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, 54 funcionários governamentais e 16 empresas venezuelanas, por “alto risco” em matéria de branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e de armas de destruição maciça. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais

Translate »