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Rússia avança para expulsões de diplomatas da Hungria e Bélgica

A Rússia está a prosseguir com a expulsão de diplomatas em resposta à ação concertada assumida na semana passada por vários países, tendo sido hoje confirmada a saída de elementos do corpo diplomático da Hungria e da Bélgica.

“Em resposta às ações hostis e infundadas da Hungria (…), a parte russa declara ‘persona non grata’ um funcionário da embaixada húngara”, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo num comunicado, após ter convocado no embaixador da Hungria em Moscovo.

No passado dia 26 de março, Budapeste integrou a lista dos países que decidiram expulsar diplomatas russos na sequência do envenenamento do ex-espião duplo de origem russa Serguei Skripal no Reino Unido, cuja responsabilidade Londres atribui a Moscovo.

Nesse dia, a Hungria anunciou a expulsão de um diplomata da missão russa.

Este clima de tensão acontece a poucos dias das eleições legislativas na Hungria, marcadas para domingo. O partido do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, é dado como favorito. Orban mantém boas relações com o Presidente russo, Vladimir Putin, e tem defendido a suspensão das sanções europeias contra a Rússia.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Bélgica indicou hoje também que Moscovo comunicou à embaixada belga na capital russa a expulsão de um funcionário daquela representação diplomática.

“As autoridades russas informaram a nossa embaixada em Moscovo que um diplomata foi designado ‘persona non grata’ em resposta à decisão tomada na semana passada”, indicou um porta-voz da diplomacia belga.

A Bélgica decidiu, a 27 de março, a expulsão de um diplomata da missão russa em Bruxelas.

É “uma medida de reciprocidade como aconteceu com outros países europeus”, acrescentou o porta-voz do ministério belga.

Na semana passada, quase 30 países da Europa — incluindo mais de metade dos Estados-membros da União Europeia -, os Estados Unidos e Austrália, bem como a NATO, decidiram a expulsão de diplomatas russos, afetando um total de mais de 150 funcionários, na sequência do envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal em solo britânico.

O ex-espião Serguei Skripal, de 66 anos, e a filha, Yulia, de 33 anos, foram expostos a um gás neurotóxico de tipo militar a 04 de março e encontrados inconscientes num banco perto de um centro comercial em Salisbury, sul de Inglaterra.

O Governo britânico responsabilizou a Rússia pelo incidente, tendo procedido, dias mais tarde, à expulsão de 23 diplomatas russos.

A Rússia negou qualquer envolvimento no envenenamento do ex-espião, rejeitando a responsabilidade pela “guerra diplomática” que se seguiu.

Moscovo ripostou adotando medidas idênticas em relação a um número equivalente de diplomatas desses Estados.

O ex-espião continua em estado crítico, mas a filha recuperou na semana passada e está consciente e capaz de falar, segundo as autoridades. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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