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Exército liberta 12 turistas e 6 autarcas raptados nos Camarões

O exército camaronês libertou, em duas operações distintas, 12 turistas ocidentais e seis conselheiros municipais raptados ainda não se sabe há quanto tempo aparentemente por um grupo rebelde anglófono no sudoeste dos Camarões, indicou hoje um comunicado oficial.

No documento, o Ministério da Comunicação camaronês, tutelado por Issa Tchiroma Bakary, refere que a operação militar decorreu na segunda-feira e que foram libertados sete suíços e cinco italianos, turistas que se encontravam nos Camarões através de uma organização intitulada “African Adventure Group”.

“Foram rapados por um grupo de terroristas” na povoação de Moungo-Ndor, no sudoeste do país, quando estavam próximos do local conhecido por Dois Lagos.

Noutra operação, segundo o comunicado, o exército libertou seis conselheiros municipais na região do noroeste camaronês, sem mais pormenores.

No documento, o Governo de Yaoundé dá conta de que, em confrontos recentes, o exército abateu “dezenas de separatistas”, tendo apreendido “um importante arsenal de armas e munições”, além de uma “grande quantidade de droga”.

A situação securitária nas zonas anglófonas do noroeste e sudoeste dos Camarões degradou-se nas últimas semanas, na sequência de ações violentas que Yaoundé considera serem perpetradas por grupos separatistas.

Os separatistas lutam pela secessão dos Camarões anglófonos e exigem ao Governo francófono de Yaoundé que faça regressar aos quartéis as “forças de ocupação”.

À medida que a crise evolui, vão surgindo diariamente novos grupos separatistas, embora as autoridades reduzam ao mínimo a informação sobre o conflito que, intensificado há cerca de três meses, opõe o exército aos separatistas armados.

O regime camaronês, liderado há 35 anos por Paul Biya, está desde dezembro último a braços com uma crise separatista, com a intensificação da campanha anglófona, baseada inicialmente em protestos pacíficos, violentamente reprimida pelas forças de segurança locais.

A marginalização económica e social está na base de mais uma luta dos independentistas que, há praticamente um ano, deram início a uma série de protestos nas principais cidades anglófonas dos Camarões e que, face à repressão das forças de segurança, subiu de nível para degenerar em atos de violência.

Nas últimas semanas, ativistas anglófonos, fortemente armados, desencadearam uma série de ataques contra alvos militares e policiais, cuja resposta das autoridades locais está a levar a uma escalada da violência que já causou a morte a dezenas de civis.

A divisão linguística nos Camarões surgiu na sequência do final da Segunda Guerra Mundial, quando a até então colónia alemã foi assumida por dois dos países aliados vitoriosos do conflito — França e Inglaterra.

Em 1960, as regiões de língua inglesa, maioritariamente no sul, juntaram-se à República dos Camarões, do centro e norte, francófona, que domina desde então a política do país.

Desde há décadas, têm sido várias as tentativas de secessão no país de Paul Biya, 84 anos, que já declarou publicamente a intenção de concorrer a um novo mandato nas eleições presidenciais de 2018, apoiado pelo partido que lidera, Movimento Democrático Popular dos Camarões (MDPC). (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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