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Bornito de Sousa preside, em Malanje, às comemorações do dia da Paz e da Reconciliação Nacional

A província de Malanje acolhe hoje o acto central das comemorações do dia da Paz e da Reconciliação Nacional, celebrado a 4 de Abril, numa cerimónia a ser presidida pelo vice-presidente da República, Bornito de Sousa.

Segundo uma nota do Ministério da Administração do Território e Reforma do Estado, “a efeméride, que cunhou o fim definitivo de uma guerra fratricida e invulgarmente atroz, marcou, também, o momento em que os cidadãos nacionais deixaram de olhar uns para outros como inimigos, posicionados em lados opostos de uma barricada, predispostos à confrontação bélica para a resolução de diferendos de ordem essencialmente política”.

Há 16 anos, recorda a nota, “essa realidade alterou-se profundamente, abrindo caminho para um contexto completamente pacífico, de concórdia, de afabilidade e de harmonia, onde o discurso musculado e belicista foi trocado pela retórica política apresentada nos canais mais adequados para o efeito”.

“O ano de 2002 marcou, definitivamente, o início da necessária estabilidade política, elemento manifestamente fundamental para o alcance das mais nobres e justas aspirações do povo angolano”, diz o documento, salientando que “em sede desta estabilidade é possível executar-se, hoje, um conjunto de alterações profundas na gestão da vida nacional com o objectivo de se catapultar o nosso País para os patamares de desenvolvimento económico e social”.

A nota reconhece que “a guerra ceifou muitas vidas”, acrescentando que “inúmeros quadros, cujas valências hoje seriam fundamentais para o momento de viragem, perderam-se nos campos de batalha”.

“Mas os angolanos souberam dizer chega, aplicando, agora, toda a sua sagacidade a causas como o desenvolvimento económico e social e, concomitantemente, a redução da pobreza”, refere a nota, destacando estarem a ser criadas as bases para que outras gerações de angolanos usufruam dos benefícios do desenvolvimento traçado pelas gerações anteriores.

“Caminho este suportado pela reconciliação entre concidadãos sem condicionalismos como a cor da pele, a etnia, a militância política, o credo e outras formas de discriminação que, no passado, dividiram os angolanos. É preciso, agora, que se faça jus ao provérbio segundo o qual a “União Faz a Força”, conscientes, como estamos todos, que apenas em paz, unidos e reconciliados, será possível consolidar o desenvolvimento deste País que é de todos nós”, finaliza a nota.

Um pouco por todo o país os angolanos destacam a importância do 4 de Abril, Dia da Paz e Reconciliação Nacional, data que este ano marca o 16º aniversário da assinatura do Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka, entre o Governo de Angola e a UNITA.

Para o deputado do MPLA, Tomás da Silva, o 4 de Abril de 2002 constitui uma das maiores conquistas do povo angolano após a Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, por marcar uma viragem decisiva no processo político e no desenvolvimento de Angola.

“É uma data história para o nosso povo”, afirma, sublinhando que “a paz conseguida no Luena corresponde aos interesses mais legítimos do povo angolano”.

O presidente do PRS, Benedito Daniel, defende que “os angolanos devem também promover a tolerância e o respeito pela diferença de opiniões”.

“A guerra terminou há 16 anos, esperamos que o Executivo crie condições indispensáveis para o desenvolvimento do país”, referiu, condenando os actos de corrupção que devastam Angola.

O analista político Nteka Ntu percebe que os angolanos devem ” incentivar o sentimento patriótico da população, sobretudo nas crianças e jovens, e fortalecer as instituições do Estado Democrático de Direito como premissa indispensável para encetar, com firmeza, novos passos rumo ao crescimento harmonioso do país”.

“A Paz, com o calar das armas, constitui um sentimento de tranquilidade nas mentes e, para todos os angolanos, significa o renascer de uma nova vida”, assinala.

MPLA saúda

Pela passagem do 4 de Abril de 2018, do 16.º aniversário da conquista da paz definitiva em Angola, o MPLA saúda todas as forças vivas da Nação e reitera o seu compromisso de continuar firme, consistente e coerente, na sua luta para a satisfação das aspirações mais profundas do Povo Angolano.

Segundo uma declaração do Bureau Político do MPLA, “Angola é hoje, para bem dos seus filhos, uma Nação em paz e reconciliada, que não pretende voltar a trilhar os caminhos do ódio e da violência, onde cada cidadão deve ser um agente activo da tolerância e do amor ao próximo, para que nela seja construída uma sociedade de bem-estar, de progresso social e de desenvolvimento sustentável”

O documento sublinha que “a consolidação da paz e da reconciliação nacional são premissas fundamentais de toda a acção prática do MPLA, cujas raízes assentam na longa luta de libertação nacional contra o colonialismo português e contra as agressões militares externas, razão porque continuará a bater-se pelo aprofundamento da inclusão política e social, para que Angola cresça de modo equilibrado, harmonioso e com equidade”

“A actual realidade de paz definitiva em Angola coloca ao MPLA e a todos os angolanos a responsabilidade da sua preservação e contínua consolidação, visando a garantia do normal desenvolvimento económico e social do País e a satisfação das necessidades sempre crescentes dos cidadãos”, refere.

A declaração atribui a honra ao ex-presidente da República, José Eduardo dos Santos que, nos momentos mais adversos da história recente de Angola, soube manter a serenidade, impondo a vitória do bem sobre o mal e, desta forma, propiciar, com o seu alto sentido patriótico e aglutinador, uma genuína reconciliação entre irmãos, outrora desavindos.

O partido reafirma a sua total confiança e encorajamento ao Presidente da República de Angola, João Lourenço, a quem o Povo Angolano depositou, por via do voto, confiança para fortalecer o Estado democrático de direito, diversificar a economia e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

“Neste dia de profunda reflexão, o Bureau Político do MPLA exorta todo o Povo Angolano a fazer da paz a sua prioridade, como pressuposto para um futuro melhor para Angola e a sua elevação no concerto das nações”, finaliza a declaração. (Novo Jornal Online)

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