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Angola perde um dos “filhos mais ilustres” com a morte de Jaka Jamba

O vice-Presidente da República de Angola, Bornito de Sousa, escreveu que o país perdeu um dos “seus filhos mais ilustres”, com a morte do deputado e dirigente histórico da UNITA Almerindo Jaka Jamba, por doença, aos 69 anos.

Na mensagem da Casa Civil do Presidente da República, enviada à Lusa, Bornito de Sousa – o Presidente João Lourenço encontra-se ausente do país – escreve que “foi com um sentimento de profunda consternação” que a notícia foi conhecida.

“Com este infausto acontecimento, Angola perde um dos seus filhos mais ilustres, intelectual de rara estirpe e incansável promotor da concórdia e harmonia entre os angolanos”, lê-se na mensagem.

No texto, o vice-Presidente da República transmite a “esperança de que a sociedade valorize, na sua ação quotidiana, o legado do nacionalista que parte prematuramente”.

Pela UNITA, Almerindo Jaka Jamba foi um dos últimos negociadores angolanos vivos do Acordo de Alvor, que antecedeu a independência de Angola, e morreu esta madrugada, em Luanda, vítima de acidente vascular cerebral.

A informação sobre a morte foi confirmada à agência Lusa pelo porta-voz da União Nacional para a Independência de Angola (UNITA), Alcides Sakala, que destacou a “perda irreparável” para o partido, o maior da oposição angolana.

“Foi alguém com uma visão muito bem elaborada sobre a reconciliação nacional e, por excelência, um homem de diálogo, que procurava constantemente os consensos. É uma perda irreparável para o partido e para o país”, afirmou à Lusa Alcides Sakala.

Formado em Filosofia pela Universidade clássica de Lisboa, em Portugal, foi professor na Escola Técnica do Seixal e no Liceu Nacional de Oeiras. Militante ativo da UNITA em Lisboa, em 1972 deixou a capital portuguesa e partiu para a Suíça.

Em 1975 integrou, pela UNITA, a equipa que negociou, no Algarve, os Acordos de Alvor com o Governo português, de partilha do poder em Angola após a independência, tendo integrado nesse mesmo ano o Governo de transição, como secretário de Estado da Informação.

Atualmente era deputado na Assembleia Nacional e professor universitário em Luanda, depois de ter sido vice-presidente do parlamento, entre 1997 e 2005, e embaixador delegado permanente de Angola junto da UNESCO, entre 2005 e 2008. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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