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Zénu entregou hoje passaportes à PGR, após saber pela comunicação social que está impedido de sair do país

O antigo presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano, José Filomeno dos Santos, Zénu, informa, através de um comunicado, que só tomou conhecimento das medidas de coacção que lhe foram aplicadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ontem, 26, através da comunicação social, pelo que hoje tomou a iniciativa de entregar os passaportes.

Na mensagem, lida no Jornal da Tarde da TPA, o ex-PCA revela que foi constituído arguido no passado dia 6 de Março, depois de ter tomado a “iniciativa de contactar voluntariamente a PGR entre os dias 27 de Fevereiro e 5 de Março, no sentido de colaborar para a descoberta da verdade”.

José Filomeno dos Santos, Zénu, garante que depois do interrogatório não foi notificado de qualquer medida de coacção, acrescentando que tomou conhecimento das mesmas através da comunicação social.

“Em cumprimento do despacho de indiciação”, o filho do ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, informa que deslocou-se hoje, 27, à PGR, assinou o Termo de Identidade e Residência e procedeu à entrega dos passaportes.

Investigado no âmbito de uma transferência de 500 milhões de dólares, do Banco Nacional de Angola (BNA) para o banco Crédito Suisse, de Londres, Zénu, declara que “mantém total disponibilidade de continuar a cooperar com a PGR para a resolução plena e satisfatória deste processo”.

As acusações que recaem sobre o ex-PCA do Fundo Soberano incluem uma mão-cheia de crimes, nomeadamente burla por defraudação, peculato, associação criminosa, tráfico de influências e branqueamento de capitais.

As suspeitas estendem-se ao ex-governardor do BNA, Valter Filipe, e envolvem outros três arguidos, como o empresário Jorge Gaudens Pontes Sebastião, sócio de José Filomeno dos Santos.

O rol de acusados estende-se a dois funcionários do BNA, nomeadamente António Samalia Bule Manuel e João Domingos dos Santos Ebo, que “já foram ouvidos” pela PGR.

As diligências investigativas, segundo a PGR, envolveram buscas domiciliárias e em escritórios, que culminaram na apreensão de documentos “e outros objectos ligados ao crime”.(Novo Jornal Online)

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