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Trump recebe o príncipe herdeiro saudita na terça-feira na Casa Branca

O Presidente dos EUA, Donald Trump, recebe na terça-feira o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, ocasião para denunciar o grande rival iraniano e posicionar-se sobre as profundas alterações introduzidas no reino sunita.

Dez meses após o seu último encontro, em Riade, o líder da Casa Branca, 71 anos, e o novo homem forte do primeiro exportador mundial de petróleo, 32 anos, deverão confirmar no Gabinete Oval as suas boas relações.

Deverão ainda evocar as transformações profundas introduzidas na Arábia Saudita a nível interno e externo: autorização de licença de condução para as mulheres, purgas sem precedentes em nome do “combate à corrupção”, guerra no Iémen e intervenção militar da coligação liderada pelos sauditas, e braço de ferro com o Qatar.

A cimeira que Washington pretende organizar em 2018 com os seis países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) poderá no entanto ser difícil de concretizar, caso não seja ultrapassada a crise entre Riade e o Qatar, acusado pelos sauditas de aproximação ao Irão e apoio a grupos ‘jihadistas’.

Designado príncipe herdeiro em junho de 2017 pelo seu pai, o rei Salman, “MBS” já anunciou a sua intenção em impor a sua “visão 2030”, que consiste em garantir uma economia menos dependente do petróleo e, nessa perspetiva, atrair investimentos estrangeiros.

Riade tem manifestado a intenção de acelerar o seu programa nuclear civil, que prevê a construção de 16 reatores nos próximos 20 anos, num valor de 80 mil milhões de euros, segundo responsáveis e analistas citados pela agência noticiosa France-Presse.

Em entrevista à cadeia televisiva norte-americana CBS antes de viajar para Washington, o jovem príncipe confirmou as suas ambições e ao pronunciar-se sobre o volátil cenário regional estabeleceu um paralelo entre as ambições territoriais do líder do Irão xiita, o guia supremo Ali Khamenei, e as de Adolfo Hitler no período histórico do nazismo.

E lançou ainda uma advertência: caso o Irão desenvolva uma bomba nuclear, a Arábia Saudita seguirá o mesmo caminho “e o mais depressa possível”, e quando os dois países estão envolvidos na sangrenta guerra civil no Iémen.

Os combates entre as forças ‘houthis’, apoiadas pelo Irão, e as forças governamentais, que contam com a intervenção no terreno da Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, já provocou cerca de 10.000 mortos desde 2014 e colocou uma parte considerável da população do país (27,6 milhões) à beira da fome generalizada. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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