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Sector dos Transportes deve acompanhar dinâmica mundial

O ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, defendeu hoje (quinta-feira), no Lobito, a importância do país garantir a eficiência e a fiabilidade do funcionamento do sector dos transportes, para permitir a exploração e escoamento das matérias-primas localizadas no interior do país, numa dinâmica que acompanha as exigências internacionais.

O responsável, que falava na cerimónia de abertura do Conselho Consultivo Alargado do Ministério, admitiu que a diversificação da economia tem implícita a exploração e aproveitamento das matérias-primas nacionais, sejam minerais, agrícolas, silvícolas ou outras, de forma profissional e, mais ou menos intensiva, visando a geração de produtos de valor de qualidade, capazes de abastecer o mercado interno, produzindo para exportação a preços competitivos e de qualidade reconhecida internacionalmente.

“A maioria, senão todas as matérias-primas não estão disponíveis nas principais cidades, mas sim no interior do país, para onde é necessário deslocar pessoas, equipamentos e bens variados, exigindo a existência de um sistema de transportes que assegure com eficiência essas novas necessidades de mobilidade, sem o qual os objectivos de desenvolvimento não serão atingidos e, o bem-estar das populações não poderá ser satisfeito”, disse.

O ministro destacou a respeito, a assinatura nesta quarta-feira (21), na 10ª cimeira extraordinária de chefes de Estado e de governo da União Africana (no Ruanda), do acordo que marca o lançamento da Zona de Comércio Livre do Continente (ZCLC) e, do protocolo que estabelece a Comunidade Económica Africana, relativo à circulação de pessoas e bens no continente, com adesão da maioria dos países da SADC, constituindo um “Pacto Político de maior relevância”.

Frisou que estes instrumentos colocam sobre o sector dos transportes no continente uma enorme pressão, além de ter sido já acordada uma política de liberalização do transporte aéreo em África.

Segundo Augusto Tomás, caso se concretizem com sucesso esses acordos e tratados a nível do continente, serão colocados novos e complexos desafios em termos de serviços logísticos suportados em cadeias intermodais e interoperáveis, cada vez mais complexas e dependes de novas tecnologias de informação, de localização e comunicação.

Deste modo, referiu, a exigência de maior eficiência nos transportes de Angola passa de exigência à uma questão de sobrevivência num mercado continental cada vez mais liberalizado.

O governante enfatizou ainda ser necessário que se entenda que as aparentes ameaças deste novo contexto, as quais se poderão transformar em excelentes oportunidades para a indústria angolana de transportes, não afectando apenas as empresas do ramo, mas também aos trabalhadores, tendo em conta o futuro mercado comum africano, onde técnicos qualificados disputarão postos de trabalho em qualquer estado membro.

Por isso, neste cenário os transportes de Angola terão de estar preparados para competir no mercado continental, mas também para responder às ligações aos principais eixos de relacionamento comercial internacional, mormente o eixo Leste-Oeste, que põe em contacto a America do Norte à Asia-Pacifico (China) e a Europa e o eixo Norte-Sul, dominado pelas relações comerciais entre o Mercosul, África Austral e a Asia do Sul (India) com a Europa, América do Norte e a Asia/Pacifico.

Augusto Tomás reconheceu, por essa razão que os transportes a nível global estão em grande evolução, tentando acompanhar os requisitos cada vez mais exigentes das cadeia produtivas em termos de rapidez, segurança, fiabilidade dos tempos de entrega e da frequência dos serviços, de acordo com o conceito “Just in tim”, reduzindo ao mínimo o capital circulante dos produtores, investindo em stoks num processo que integra o transporte no sistema produtivo.

O ministro lembrou também que as empresas produtoras tendem a organizar a sua distribuição em torno de Plataformas Logísticas, a partir das quais podem servir um maior número de mercados, com localizações que maximizem as diversas fazes do processo de fabrico.

Daí que o crescimento das empresas distribuidoras de bens comprados pela Internet, a nível global veio lançar exigência complexas às actividades de logística e transporte em termos de infra-estruturação, baseadas em sistemas de tecnologias de informação e informação, de referenciarão espacial, de localização, de identificação de objectos e de manuseamento de mercadorias.

Esta evolução das sociedades, e dos negócios, de acordo com o governante, veio exigir outras mudanças no capítulo das infra-estruturas da logística e dos transportes, tais como a construção de um número limitado de grandes “hubs” aeroportuários e portuários, servindo os mais vastos interlands onde as actividades de transportes de escala mundial tenderam a se concentrar em cada continente, visando o seu escoamento em transportes terrestres, ferroviários e de cabotagem marítima ou fluvial.

Por outro lado, referiu a uma competitividade acrescida na área do transporte aéreo que faz prevalecer o chamado “voos Low Cost”, entre a Europa e Estados Unidos da América, existindo já para efeitos planos que visam construir um novo tipo de avião supersónico, que coloca ao sistema ferroviário desafio no domínio da alta velocidade para alta distancias entre 600 a 700 quilómetros, o que pode reduzir o tempo de circulação.

O ministro considerou que esta tendência cria novas oportunidades para o crescimento de transporte marítimo de curta distância, se for acompanhado a desburocratização dos processos aduaneiros, da informatização da exploração portuária, em regiões e continentes onde se constata um investimento insuficiente e existe atraso no desenvolvimento do transporte combinado: rodo-ferroviário.

Hoje, primeiro dia de actividade, os participantes abordaram temas como “Processos de formação dos contratos públicos- normas e procedimentos”, acções de sustentabilidade do sector”, “Estratégias, Planos e Projectos das empresas do ramo”.

Participam da reunião directores nacionais, provinciais, gerais de institutos públicos, presidentes, administradores, directores de empresas públicas do sector, chefes de departamento, técnicos do ministério dos Transportes, responsáveis do governo da província de Benguela, entre outros. (Angop)

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