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Refugiados da RDC em Angola precisam USD 64 milhões

Sessenta e quatro milhões de dólares norte-americanos é o montante solicitado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e pelos seus parceiros internacionais, para o financiamento da resposta à emergência dos refugiados da República Democrática do Congo (RDC), instalados na província da Lunda Norte, Angola.

A nível regional, o montante do apelo de financiamento inter-agências para dar resposta à crise na RDC, e apoio aos cidadãos daquele país, está avaliado em 504 milhões de dólares, informou, nesta segunda-feira, em Luanda, a Representante do ACNUR em Angola, Philippa Candler.

Ao intervir no acto de abertura do seminário sobre “O Papel da Comunicação Social na Protecção dos Refugiados”, precisou que os 64 milhões de dólares solicitados para a resposta em Angola, são para responder às necessidades de educação, protecção, saúde, higiene e abrigo dos refugiados congoleses na Lunda Norte.

Esclareceu que, neste momento, o ACNUR e o Governo Angolano registaram biometricamente pelo menos 35 mil refugiados, dos quais 25 mil recebem assistência alimentar. Destes, 77 porcento são mulheres e crianças, que se encontram no assentamento de Lóvua, Lunda Norte.

Afirmou ainda que tem havido apoio regular aos refugiados, sublinhando que, para o ACNUR e os seus parceiros continuarem a prestar assistência ao Governo de Angola na resposta aos refugiados, é fundamental obter financiamento da parte dos países doadores.

“Em Angola, o ACNUR e parceiros estão a fornecer apoio não só aos refugiados, mas também à população local, de forma que tenha uma coesão social e para o desenvolvimento da província”, referiu.

Presentemente, esta organização das Nações Unidas trabalha com o Governo para desenvolver programas de assistência pontual a refugiados urbanos e promover a implementação da nova lei de asilo nº 10/15 de 17 de Junho, para que os mesmos acedam à documentação e serviços básicos de saúde e educação.

Na Lunda Norte, assiste o governo no desenvolvimento do assentamento no município do Lóvua, projectado para pelo menos 20 mil refugiados, que têm acesso à água, saneamento, higiene e alimentos.

Philippa Candler expressou o seu agradecimento ao Governo Angolano por permitir que as fronteiras estejam abertas para os refugiados, de acordo com a Convenção de Genebra. (Angop)

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