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Portugal-Egito, 2-1

Faraó, muito bem. Múmia? Nem pensar. Dois golos de Cristiano Ronaldo no período de descontos derrubou a pirâmide montada por Héctor Cúper. Final de loucos, com direito à aparição de VAR, e finalizações fantásticas de Ronaldo com a cabeça. É cada vez mais um ponta-de-lança e menos um avançado.

Antes dos descontos, o rei do Egito impunha a força: Mohamed Salah. Um momento de génio do avançado do Egito – e do Liverpool, não é FC Porto? – quase estragava a noite a Portugal em Zurique, mas Cristiano Ronaldo não deixou.

Um remate de primeira, em arco, rasteiro e colocadíssimo, não deu hipóteses a Beto e deixou os campeões da Europa cheios de dúvidas, a dois meses do Mundial. Mas faltava aparecer Ronaldo.

2-1 num jogo irregular, de altos e baixos para Portugal.

Dúvidas fundadas, principalmente pela abundante matéria-prima ao dispor de Fernando Santos.

Portugal fez uma primeira parte interessante, ameaçou o golo em duas ocasiões – e teve um bem anulado a Rolando -, mas a segunda foi muito desligada, sem rasgos individuais e escasso envolvimento coletivo.

Claro que houve poucos dias de trabalho e antes do Mundial o selecionador terá oportunidade de treinar vários momentos do jogo; claro que há atletas de fora que são soluções (Pepe, William, Danilo…); e claro que a atmosfera dos jogos grandes nada tem a ver com a dos amigáveis.

Mas há dados a reter, mais relevantes do que o resultado.

FICHA DE JOGO E A PARTIDA SEGUIDA AO MINUTO

Rúben Neves, por exemplo, fez uma grande primeira parte e é uma boa dor de cabeça. A capacidade de passe do médio é fantástica e não será descabido pensar no nome dele para a Rússia.

Rolando também regressou bem, após quatro anos de ausência, e é um candidato forte a compor o quarteto de centrais.

Pela negativa, destacamos João Mário. Uma sombra do talentoso médio que trocou o Sporting pelo Inter. Emocionalmente, João Mário está longe do ideal e todo o seu futebol se ressente. Fernando Santos tem aqui um bom desafio: recuperar o atleta. Com este nível é, de facto, difícil imaginá-lo como titular.

O selecionador insistiu ao longo do jogo no habitual 4x1x3x2. Na frente, Cristiano Ronaldo teve muita bola e dois bons remates, além de um livre indireto na área africana, parado por um defesa quase em cima da linha. André Silva, apesar de motivado pelos dois golos recentes no Milan, não apareceu.

Bernardo Silva teve bons momentos e João Moutinho jogou sempre num ritmo inferior. Portugal tem gente para jogar mais e jogará certamente mais no futuro.

O teste foi exigente, deixou conclusões boas e a certeza de que nesta altura há gente da equipa-base obrigada a apresentar um nível superior urgentemente.

Dos que entraram no segundo tempo, o Maisfutebol destaca Bruno Fernandes: levou capacidade de tiro e entusiasmo, obrigando o guarda-redes do Egito a uma das melhores defesas perto do fim.

Damos voltas e voltas para acabar no mesmo: Cristiano Ronaldo. Só ele podia decidir um jogo assim, com dois golos no período de descontos. De múmia não tem mesmo nada. (Mais Futebol)

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