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Maternidade Lucrécia Paim “rebenta pelas costuras”: Parturientes têm de dividir cama, estagiários cobrem carências de pessoal

Preparada para realizar 45 partos por dia, a Maternidade Lucrécia Paim ultrapassa, em quase o dobro, essa capacidade, situação que obriga as parturientes a dividirem camas, e a direcção a recorrer a estagiários para cobrir carências de pessoal.

A realidade foi constatada pelos deputados à Assembleia Nacional afectos à Comissão de Família, Infância e Acção Social.

Os parlamentares, que visitaram a unidade hospitalar na última quinta-feira, 22, estão preocupados com a escassez de camas na maternidade para acolher o elevado número de mulheres que ali se deslocam diariamente para fazerem os partos.

O hospital, com a capacidade para 45 partos por dia, atende em média entre 150 a 200 pacientes, sendo que, destas, cerca de 80 são encaminhadas para a sala de partos.

A directora-geral, Adelaide de Carvalho, informou os deputados que a maternidade conta com um total de 800 funcionários, dos quais 52 médicos (entre nacionais e estrangeiros), 365 enfermeiros, registando uma carência de anestesistas.

“Estes números não satisfazem a demanda que nos meses de Março, Abril, Maio regista uma maior afluência, o que obriga a recorrer à ajuda dos estagiários”, reconheceu.

Os deputados visitaram os diversos compartimentos da referida unidade, nomeadamente a Sala de Partos, o Banco de Urgências, o Berçário, a Hematologia e o Serviço de Patologia Obstétrica e Perinatologia, para o apuramento do seu grau de funcionamento.

As cesarianas lideram as listas de atendimento às parturientes.

No que diz respeito ao HIV-SIDA, as estatísticas revelam que, só no ano passado, “a Unidade atendeu, em consulta, cerca de 1.500 gestantes portadoras da doença”.

Já a deputada Clarice Mukinda, presidente da 8.ª Comissão de Trabalho Especializada da Assembleia Nacional, destacou a “falta gritante de recursos humanos e financeiros” que a maternidade actualmente enfrenta.

“A solução para os problemas que constatámos aqui passa pela afectação de recursos financeiros para poder desafogar estas grandes unidades. Infelizmente, o Orçamento Geral do Estado de 2018 ainda não responde a essas necessidades, mas vamos continuar a lutar, vamos continuar a exigir do Executivo que apresente um novo quadro que possa contemplar as carências de sectores tão vitais como é o caso da Saúde”, defendeu a parlamentar, em declarações à imprensa no final da visita.

Clarice Mukinda assegurou que a Comissão que dirige pretende agendar um encontro com a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, para juntos encontrarem soluções a curto prazo. (Novo Jornal Online)

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