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Luanda produz seis mil toneladas de lixo por dia

Seis mil toneladas de lixo são depositados diariamente nos Munlevos, em Luanda, informou hoje, sexta-feira, a ministra do Ambiente, Paula Coelho.

Em entrevista ao Jornal de Angola, a governante fez saber que a quantidade de lixo que Luanda produz gira à volta dos 0,65 quilos diários por pessoa o que a torna insustentável pelo facto de a província apenas deter um aterro.

“Actualmente temos apenas o aterro dos Munlevos, que já é insuficiente, para a grande quantidade de resíduos que aumenta todos os dias”, disse.

Acrescentou que perante esta problemática, foi criada uma comissão para análise da situação tendo já identificado dois lugares para a construção de novos aterros, um a Sul e outro a Norte de Luanda.

Paula Coelho referiu que apesar de se fazer o aproveitamento de resíduos em Luanda, ainda não se conseguiu, com os trabalhos já realizados, satisfazer a grande procura.

“Realizamos trabalhos específicos, que consistem no aproveitamento do papelão, garrafas de plástico e de vidro, latas, carcaças, matéria orgânica, entre outros. Já existem algumas empresas e cooperativas envolvidas neste tipo de trabalho, que consiste na valorização dos resíduos”, frisou.

Sobre o saneamento básico, a responsável sublinhou representar um problema grave para os cidadãos e para o próprio país, se se tiver em conta a ausência de uma série de infra-estruturas de ponta para o processamento correcto dos resíduos.

Ressaltou que a própria palavra “saneamento” implica sanear o meio e isso passa por uma convergência activa entre as medidas implementadas pelo Executivo e o cumprimento das normas estabelecidas pelos cidadãos, no geral.

Ainda sobre o assunto a ministra do Ambiente sublinhou que a componente do saneamento é complexa, porque remete ao abastecimento de água com qualidade, existência de um sistema operacional de escoamento de águas residuais e pluviais, a prática de uma boa gestão de resíduos e hábitos sustentáveis por parte da população.

“Neste momento muitos destes factores não estão acautelados a 100 por cento, o que se torna evidente na nossa sociedade, pelo surgimento de surtos de doenças como a cólera, malária, parasitoses, entre outras”, referiu. (Angop)

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