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Ex-governador do BNA proibido de sair do país, PGR remete para depois revelação de outras pessoas envolvidas na transferência de 500 milhões USD

A Procuradoria-Geral da República explicou que “para o bem da investigação e da descoberta de material”, prefere “neste momento ainda não citar” outras pessoas “que também têm alguma responsabilidade na saída ilegal” de 500 milhões de dólares do país, através do Banco Nacional de Angola (BNA).

O processo, que envolve as autoridades britânicas, já conduziu à notificação do ex-governador do banco central, Valter Filipe, que está impedido de sair do país.

Efectivamente, nós notificámos o senhor Valter Filipe Duarte da Silva, de 43 anos, para vir ao DNIAP [Departamento Nacional de Investigação e Acção Penal] no dia 13 de Março de 2018, pelas 09:00 e o cidadão fez-se presente e foram-lhe lidas as questões ligadas aos factos que o processo contém”, confirmou o procurador-geral adjunto e coordenador do DNIAP), João Luís de Freitas Coelho.

Segundo o responsável, Valter Filipe está indiciado pelo crime de peculato e branqueamento de capitais, e, após ter sido interrogado “demoradamente”, viu serem-lhe aplicadas algumas medidas de coacção, nomeadamente de não abandonar o país e de apresentação periódica junto da DNIAP, onde está o magistrado instrutor dos autos.

Em causa está uma transferência de 500 milhões de dólares do BNA para o banco Credit Suisse de Londres, circunstância que motivou a intervenção da unidade internacional de combate à corrupção da Agência Nacional Britânica contra o Crime (NCA, na sigla inglesa).

Para além de Valter Filipe, as autoridades investigam outras pessoas “que também têm alguma responsabilidade na saída ilegal deste dinheiro” de Angola, efectuada nas últimas semanas da presidência de José Eduardo dos Santos.

A PGR prefere contudo “ainda não citar” mais nomes, “para o bem da investigação e da descoberta de material”.

“Vamos aguardar que a investigação continue, para que se possa, mais lá para frente, aferir outros nomes”, disse João Luís de Freitas Coelho, defendendo que é “prematuro” avançar agora com mais informação. (Novo Jornal Online)

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