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Captura do pescado aumenta 10 mil toneladas no Cuanza Sul

Vinte e oito mil e 185 toneladas de peixe foram capturadas em 2017 na província do Cuanza Sul, superando as 18 mil e 141 toneladas do período homólogo, informou hoje, no Porto Amboim, a ministra das Pescas e do Mar, Victória de Barros Neto.

Essa tendência, que se traduz num aumento expressivo das capturas, demonstra que a costa da província do Cuanza Sul tem peixe suficiente, segundo a governante que falava no fórum de revitalização da pesca artesanal.

Apesar de mostra-se favorável ao aumento das capturas, advertiu os armadores e pescadores artesanais locais para necessidade de desenvolverem a actividade de forma sustentável.

A ministra respondia algumas questões levantadas por pescadores artesanais sobre a captura do pescado por parte do armadores fora dos limites impostos por lei, isto é a quatro milhas náuticas , que vem arrastando os seus artefactos.

“O que se requer dos armadores e pescadores artesanais é uma atitude proactiva e aproveitar da melhor maneira possível as capturas feitas na região, reduzir as perdas e apostar no processamento do pescado”, recomendou.

Por sua vez, o governador do Cuanza Sul , Eusébio de Brito Teixeira, defendeu a instalação de um pólo de transformação pesqueira e construção de pequenas embarcações de pesca.

O referido pólo permitiria a industrialização do sector no domínio da construção naval e de embarcações.

“Temos condições de fornecimento de energia eléctrica, a partir da barragem do Cambambe que deve ser aproveitado para o apoio ao relançamento indústria pesqueira,” sublinhou.

Por seu turno, a directora do gabinete de estudo e planeamento do Ministério das Pescas, Isabel Cristóvão, disse estar na forja o surgimento de um estaleiro naval para a reparação e requalificação de pequenas e médias embarcações no Porto Amboim.

O Ministério das Pescas tem igualmente em carteira a construção de um terminal pesqueiro com acostagem, facto que impulsionará a descarga do pescado com condições de segurança.

O fórum de revitalização da pesca artesanal, que termina ainda hoje, está a debater temas como “ O ponto de situação do sector Pescas na região”, “ revitalização das infra-estruturas, acessos ao crédito, legalização das embarcações, consequências da falta de fiscalização”, a importância do centro de processamento de pescado, revitalização do sector pesqueiro, medidas e políticas, “ contributo da pesca artesanal no desenvolvimento da economia nacional.”

Os limites de pesca recomendados que para a pesca artesanal devem ser feitos da costa até quatro milhas naúticas, para a semi-industrial de oito a 12 milhas e além reservada a pesca industrial. (Angop)

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