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Último dia de eleição presidencial no Egipto com Sissi favorito

Os egípcios votam nesta quarta-feira no terceiro e último dia de uma eleição presidencial que tem como favorito absoluto o actual chefe de Estado, Abdel Fatah al-Sissi, e na qual a única incógnita é o índice de participação.

O presidente Al-Sissi, eleito em 2014, tem como único adversário Musa Mostafa Musa, partidário do regime e desconhecido para a maioria da população.

O resultado da votação deve ser anunciado no dia 2 de Abril.

Na segunda-feira, a participação foi superior à registada na terça e esta manhã em alguns colégios eleitorais do Cairo e Delta do Nilo visitados pela AFP.

Até o momento, a Autoridade Nacional Eleitoral não divulgou números provisórios da taxa de participação. O porta-voz do organismo, Mahmud el Sherif, afirmou que o índice é elevado em grandes cidades como Cairo, Gizé e Alexandria e negou os “boatos” de que a votação será prorrogada por mais um dia.

Na eleição de 2014, que Al-Sissi venceu com 96,9% dos votos, a taxa de participação foi de 37% depois de dois dias. A votação foi prorrogada por mais um dia e o índice chegou a 47,5%.

O primeiro-ministro Sherif Ismaíl fez um apelo na terça-feira para que os eleitores compareçam às urnas.

“É um direito constitucional e um dever para a nação”, declarou.

Outros candidatos potenciais, com mais prestígio, foram presos antes da votação por violação da lei ou desistiram em razão da pressão do governo.

Nesse contexto, o governo teme uma alta abstenção, o que poderia reduzir a credibilidade da eleição.

As autoridades e a imprensa recordaram a existência de uma lei, não aplicada, que sanciona os abstêmios com uma multa.

“Há muitos mecanismos que permitem ao Estado aplicar este texto” àqueles que descumprirem a lei, insistiu o presidente do parlamento, Salah Hasaballah.

Canções patrióticas são transmitidas na televisão pública e nas ruas para incitar os egípcios a votar.

Os meios favoráveis ao regime exibem cenas de júbilo em frente às assembleias de voto.

O porta-voz da autoridade eleitoral nacional, Mahmud el-Sherif, negou os “rumores” de que a votação será estendida por um dia. Ele também afirmou que a participação é alta nas grandes cidades, sem fornecer números.

Antes da votação, membros da oposição pediram o boicote, chamado a eleição de “farsa”.

Sem citar nomes, o presidente Sissi reagiu em um discurso no final de Janeiro dizendo que não toleraria brincadeiras com a “segurança” do Egipto.

Durante a campanha, os dois candidatos evitaram falar de política e não discutiram em profundidade seus projectos.

Musa, que nega ser um fantoche para legitimar as eleições, evitou criticar seu adversário e chegou a mencionar as conquistas do primeiro mandato de Sissi.

Na única entrevista televisiva de sua campanha, na semana passada, Sissi negou ser responsável pela ausência de grandes rivais: “Eu gostaria que houvesse um, dois, três ou dez dos melhores candidatos”.

Sissi é popular por ter trazido alguma estabilidade para o Egipto depois dos turbulentos anos que se seguiram à revolta popular de 2011.

Ele chegou ao poder depois de derrubar o islamita Mohamed Mursi, o primeiro presidente egípcio democraticamente eleito. (Afp)

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