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Papel dos jornalistas será crucial no próximo ciclo eleitoral na Guiné-Bissau

O representante especial adjunto do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau, David McLachlan-Karr, afirmou esta terça-feira que o papel dos jornalistas será “crucial” no próximo ciclo eleitoral do país.

“A Guiné-Bissau está a entrar num ciclo eleitoral. Este é um período em que o vosso papel será crucial para transmitir a visão e as propostas que os partidos políticos apresentarão ao país, promover uma disputa política pacífica e contribuir para que as eleições sejam livres e justas”, afirmou David McLachlan-Karr.

O representante especial adjunto de António Guterres na Guiné-Bissau falava na sessão de encerramento do congresso do Sindicato de Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social guineense. “O vosso profissionalismo e independência serão colocados à prova. Mas, como nas eleições anteriores, tenho certeza de que vocês estarão à altura do desafio”, salientou. A Guiné-Bissau deverá realizar eleições legislativas em 2018 e presidenciais em 2019.

Sobre a eleição da nova presidência do sindicato de jornalistas, David McLachlan-Karr sublinhou que é importante “garantir” que a comunicação social guineense “desempenhe o seu papel para uma democracia saudável”. “Aproveito a oportunidade para apelar aos vossos empregadores, líderes políticos e às autoridades da Guiné-Bissau para que respeitem o papel e a independência dos meios de comunicação social. Não o fazer não só refletirá negativamente sobre os mesmos, mas certamente terá um impacto negativo nos esforços de todos pela paz e pelo desenvolvimento na Guiné-Bissau”, salientou.

Os jornalistas guineenses elegeram esta terça-feira a jornalista da RDP África Indira Correia Baldé presidente do sindicato para os próximos quatro anos. Em declarações aos jornalistas, Indira Correia Baldé disse que a sua vitória é a de todos os jornalistas. A jornalista disse que nos próximos quatro anos o sindicato vai apostar na formação, lutar pela subvenção coletiva que o Estado deve pagar aos órgãos de comunicação social, emissão da carteira profissional de jornalistas e também lutar para que a classe jornalista “ganhe uma outra cara”.

“De uns tempos para cá a classe é conotada com várias situações políticas, fala-se da falta de independência dos jornalistas e vamos lutar para disciplinar a classe”, salientou. (Observador)

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