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Munícipes de Cacuaco apelam ao reforço do patrulhamento policial

Assaltos a residências, com recurso à arma de fogo, tráfico e consumo de drogas, bem como homicídios voluntários, violações e roubos na via pública levam os moradores do município de Cacuaco a apelar para o reforço do patrulhamento policial, com o objectivo de dissuadir as acções criminosas.

Com um território de 571 quilómetros quadrados e cerca de 26 mil habitantes, o município limita-se, a Sul, com os municípios de Viana e do Cazenga, a Oeste, com o Oceano Atlântico e o município do Sambizanga, e a Norte e a Leste, com o município do Dande, na província do Bengo. Foi possível identificar vários bairros, tidos como conflituosos, com realce para os da Vidrul, do Belo Monte, Augusto Ngangula, Paraíso, Boa Esperança, Maluéca, Munlenvos e bairro de Chapa.

A nível destas zonas, os moradores reportaram a ocorrência de vários actos criminais, desde o roubo de motorizadas com recursos à arma de fogo, assalto a cantinas, a residências, homicídios e violações sexuais contra menores.

O comandante da Polícia de Cacuaco, subcomissário Amaro Franco, considerou a situação controlada, mas que inspira cuidados redobrados, uma vez que os meliantes têm, a cada dia que passa, encontrado novas formas de actuação.

De acordo com uma súmula semanal de ocorrência, fornecida pela Polícia, de 14 a 20 de Março do corrente ano, foram registados 70 crimes, 22 esclarecidos que resultaram na detenção de 25 indivíduos.

Durante o mesmo período, foram registados, ainda, dois casos de homicídios voluntários, três casos de homicídio com culpa grave, três casos de violação sexual, sete casos de ofensas corporais, 18 casos de roubos diversos, com destaque para uma viatura com recurso à arma de fogo.

No decorrer dos trabalhos de enfrentamento policial, foram recuperadas duas armas de fogo, do tipo AKM, e uma viatura.

A questão da acessibilidade e iluminação pública, que se regista em quase todos os bairros do município de Cacuaco, tem dificultado a operacionalidade dos efectivos da Polícia, facto que impulsiona o crescimento das situações delituosas.

Cidadãos sofrem assaltos no bairro Paraíso

Conhecido pela sua tipologia de crimes graves, no bairro Paraíso salientam-se casos de assalto a residências, concorrido com violação e homicídios, incluído a morte de três efectivos da Polícia, em 2013, enquanto trabalhavam na esquadra móvel. Ademais, o bairro Paraíso tem conhecido vários assaltos à mão armada, na via pública.

Para o coordenador do sector três do referido bairro, Domingos N’gola, a situação no bairro é estável, uma vez que o número de crimes é reduzido e os cidadãos podem circular a vontade e sem receio.

Por sua vez, o morador Miguel António considerou que o índice de criminalidade no bairro Paraíso tem crescido e é praticado, sobretudo, por pequenos grupos de jovens que se dedicam a assaltos a residências e na via pública, com recurso à arma de fogo.

O morador considerou como áreas críticas a zona do Camatchede e a ponte que liga o bairro Augusto Ngangula e o bairro Paraíso, onde ocorrem os roubos por esticão.

Eduardo Camana, coordenador do sector cinco, falou que os crimes mais recorrentes na zona são os assaltos de motorizadas e de telemóveis.

Quanto ao trabalho desempenhado pelo efectivo policial, Eduardo Camana afirmou que a Polícia tem reunido com a comunidade e feito a distribuição dos números de telemóvel dos comandantes de esquadra, a fim de se efectuar qualquer denúncia, em caso de uma eventual situação.

Já os moradores do bairro Augusto Ngangula foram unânimes em pedir, junto das autoridades competentes, a construção de um posto policial na área, dadas à distância da 40ª esquadra e às acções desencadeadas pelos marginais.

Segundo o coordenador do bairro, Afonso Pepetela, a delinquência no bairro conhece, actualmente, dias melhores, embora alguns marginais continuem com as suas acções, em determinadas áreas que ficam muito distantes da 40ª esquadra.

Afonso Pepetela afirmou que em momentos em que a polícia realiza o patrulhamento, os criminosos desaparecem, tão logo a polícia sai da área, os marginais voltam a actuar, com roubo à mão armada a residências e por esticão.

Por outro lado, mostrou-se também preocupado com a libertação de determinados marginais em tão curto espaço de tempo e que coloca em risco a integridade das pessoas que denunciam.

Já Isabel Maria disse que a situação da criminalidade é crítica, uma vez que as vítimas são os estudantes e as vendedoras.

A moradora admitiu que, embora conheça a situação criminal do bairro, nunca denunciou actos às autoridades.

No bairro Augusto Ngangula, há ainda relatos dos moradores em que os jovens que fazem o trabalho de moto táxi, vulgo “kupapata”, são as principais vítimas dos amigos do alheio.

Segundo descrevem os moradores, os assaltos são realizados à mão armada, os marginais usam, frequentemente, duas técnicas. A primeira consiste em mandar parar o motorista, persuadindo-lhe com uma arma de fogo ou branca e exigem a entrega da motorizada em troca da vida do condutor.

Caso não mostre nenhuma resistência, é liberto, de contrário, a vítima acaba mesmo por ser morta.

Um outro método é a escolha da moto ainda na paragem, fazendo-se passar por cliente e durante a caminhada, num local escolhido onde se encontram os comparsas a aguardar, o motoqueiro é rendido no momento.

Por sua vez, o bairro dos Pescadores não foge à regra em matéria de criminalidade, pois os casos de furtos, roubos a residências, violações, ofensas corporais e assaltos a estabelecimentos comerciais são as tipologias dos crimes ai cometidos.

A moradora do bairro dos Pescadores, Elvira Cecília, falou que não tem sido comuns, os moradores fazerem a denúncia em situações de crimes à polícia.

A moradora aconselha os vizinhos a denunciar, em caso de assalto ou outra situação que merece o acompanhamento, mas aproveitou ainda para apelar à polícia o redobro do patrulhamento, tendo em conta a situação criminal que acontece, sobretudo, de madrugada. (Angop)

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