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Caso Skripal. Rússia lança ultimato ao Reino Unido

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia exige a Londres provas de que espiões britânicos não são responsáveis pelo envenenamento de Sergei Skripal. Moscovo afirma que, caso não sejam apresentadas evidências, considerará este caso como um ataque contra cidadãos russos. Londres mantém que Moscovo é responsável pelo envenenamento do ex-espião e conta com o apoio das principais potências ocidentais.

Quase um mês depois do envenenamento de Skripal e com dezenas de países a expulsar diplomatas russos, Moscovo faz um ultimato a Londres. A diplomacia russa acusa os serviços de inteligência britânicos de serem responsáveis pelo envenamento de Sergei Skripal e pede que Londres prove o contrário.

“Se não forem apresentadas provas convincentes, iremos considerar que este é um caso de atentado contra a vida dos nossos cidadãos em resultado de uma provocação política”, afirma o ministério liderado por Serguei Lavrov em comunicado.

Também esta quarta-feira, o porta-voz do Kremlin garantiu que Moscovo irá responder às expulsões de diplomatas russos levadas a cabo por dezenas de países. Dmitry Peskov não explicou qual será a resposta mas insistiu que estará de acordo com os interesses da Federação Russa.

O responsável disse ainda esperar que os países que estão a expulsar diplomatas, em solidariedade com Londres, tenham analisado as provas britânicas com cuidado.
Ocidente expulsa diplomatas

Desde o princípio de março que Londres e Moscovo trocam acusações em relação ao envenenamento do ex-espião russo Serguei Skirpal e da sua filha na cidade de Salisbury, localizada a sul de Inglaterra.

Skripal, o homem que está na origem desta querela diplomática, foi condenado em 2006 a 13 anos de prisão, tendo sido acusado de espiar ao serviço das autoridades britânicas e de colaborar com o serviço secreto britânico, o MI6.

Na altura, Skripal admitiu ter cedido nomes, moradas e nomes-código de “várias dezenas” de agentes russos às autoridades britânicas durante um período de dez anos.

Quatro anos depois, em 2010, Skripal integrou uma permuta de ex-espiões em Viena, ao estilo da Guerra Fria, onde a libertação de dez agentes plantados por Moscovo nos Estados Unidos implicou a libertação de quatro cidadãos russos. Estava desde então exilado no Reino Unido.

Na memória das autoridades britânicas está o envenenamento de Alexander Litvinenko, dissidente de Moscovo e antigo responsável de inteligence, que morreu em Londres, em 2006, depois de ter ingerido uma bebida contaminada com a substância radioativa Polonium-210. Mais tarde, uma investigação britânica viria a revelar que o homicídio fora muito provavelmente ordenado pelo Kremlin.

Moscovo garante que não está envolvido neste caso mas as potências ocidentais não ficam convencidas. Mais de 20 países já expulsaram, ao todo, mais de uma centena de diplomatas russos. Só os Estados Unidos decidiram expulsar 60 funcionários e encerrar um consulado.

Portugal não expulsou diplomatas russos mas decidiu chamar o embaixador português em Moscovo para consultas em Lisboa. (RTP)

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