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Angola produz rumo à zona de comércio livre

Doze milhões de euros é o valor disponibilizado pela União Europeia, com vista a desenvolver a “cadeia de valores” do sector produtivo angolano, para que nos próximos cinco a dez anos o país tenha produtos para zona de comércio livre continental.

Para a materialização deste projecto em Angola, os Serviços de Assistência Técnica de Apoio Institucional ao ministério do Comércio (ACOM) estão a trabalhar, há dois anos, e têm realizado actividades de reforço das capacidades nacionais através da formação, de acordo com o gestor de projectos da União Europeia em Angola, Paulo Leitão, que falava hoje à Angop.

O responsável, que falava à margem do seminário sobre Cadeias de Valor, afirmou que a ACOM realizou estudos nos mercados vizinhos, como República Democrática do Congo, a Zâmbia e a Namíbia e em Angola foram feitos estudos aos sectores com um potencial de exportação a curto prazo com o caso da madeira, das pescas e mariscos em ao sector das rochas ornamentais, como os granitos.

Afirmou que o projecto, ao ser uma das prioridades do Governo angolano, tem muitos desafios pela frente, como o reforço das capacidades institucionais, das empresas, dos serviços públicos, melhoramento do sector dos transportes, das infra-estruturas, entre outros desafios.

O trabalho técnico feito pela ACOM já fornece alguma base para se avançar com implementação da cadeia de valor, e que os documentos dos estudos feitos em Angola e países vizinhos servem de referência para os decisores do sector governamental e do privado para dinamizar tecido produtivo nacional e torná-lo competitivo.

O secretário de estado do Comércio, Amadeu Nunes, ao falar no acto da abertura do seminário sobre Cadeias de Valor, afirmou que o modelo de estruturação das actividades desenvolvidas pelas empresas e instituições públicas angolanas visa garantir a máxima qualidade do serviço e um melhor produto ao cliente final, além de criar vantagem competitiva no mercado interno e externo.

Explicou que o país tem uma vantagem nos sectores agrícolas e industrial, para diversificar a economia.

Por sua vez, a chefe da equipa da ACOM, Diane Biet, disse que o estudo apresenta uns exemplos de sucessos para obter um bom desempenho nos investimentos da cadeia de valor no continente africano.

Explicou que, além dos estudos já feitos nos sectores das Pescas, madeiras, rochas e granitos, ACOM prevê para o próximo ano fazer estudos no sector da Agricultura que precisa de apoio em termos de logística e desenvolver a rede comercial.

A cadeia de valores consiste na transformação de um produto primário, através da agregação de diversas fases de transformação tornando-o num produto final.

A título de exemplo Angola tem mármore, ao invés de ser comercializado a bruto faz-se a transformação para a fabricação de azulejos, entre outros derivados e faz-se a exportação deste produto, ou seja consiste na comercialização do produto final , ao invés da matéria-prima bruta.

O seminário sobre Cadeia de Valores converge com a necessidade do Executivo e em particular do ministério do Comércio congregar as forças vivas, quer públicas, quer privadas com objectivo de desenvolver este sector. (Angop)

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