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Militares patrulham ruas do Rio e apertam cerco nas favelas

Pequenos grupos de militares começaram a patrulhar nesta terça-feira (27) as ruas do Rio e mais de 3.000 soldados fizeram uma nova operação no complexo do Lins, mais de um mês depois da intervenção federal na segurança pública do estado, que sofre com uma onda de violência sem controle.

Com uniformes camuflados e armas longas, entre 60 e 80 membros das Forças Armadas se deslocaram por “vários pontos estratégicos” do centro e da zona sul em um “patrulhamento dinâmico” para apoiar a Polícia, explicou à AFP o coronel Carlos Cinelli, porta-voz do Comando Militar do Leste.

Os militares, que já foram mobilizados ostensivamente em grandes eventos como os Jogos Olímpicos de 2016, hoje patrulhavam a praia de Copacabana, o entorno do Botafogo Praia Shopping – que precisou ser fechado temporariamente devido a um tiroteio na noite de segunda-feira -, assim como o bairro do Estácio, onde há quase duas semanas a vereadora do PSOL Marielle Franco foi assassinada a tiros junto com o motorista Anderson Gomes.

Nos arredores da igreja da Candelária, uma das principais áreas de escritórios do centro da cidade, um contingente também era visível e majoritariamente aplaudido.

“Os militares têm que entrar sim, porque do jeito que está violenta a cidade, não tem jeito. Talvez não seja a solução a longo prazo, mas enquanto não tem, é a solução a curto prazo”, afirmou Cristiane Dalt, gerente de marketing de 45 anos.

Para o vendedor Carlos Antonio Oliveira, de 53 anos, a presença dos militares deixa o ambiente “mais tranquilo”, mas eles “têm que fazer lá onde precisa, onde estão roubando cargas”.

– Sensação de segurança –

“Parece mais uma operação para o aumento da ostensividade, para dar mais sensação de segurança. O problema é que os militares não estão preparados e equipados para algumas situações de policiamento” e só respondem à Justiça militar em caso de problemas, advertiu Arthur Trindade, professor da Universidade de Brasília e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal.

Esta nova tarefa dos militares se soma às suas ações para “recuperar” as corrompidas corporações policiais e as operações nas favelas desde que o presidente Michel Temer decretou a intervenção no Rio em 16 de fevereiro, uma medida inédita desde a volta da democracia ao país em 1985 e duramente criticada por organizações de defesa dos direitos humanos.

Até agora, a Vila Kennedy (oeste) funcionou como um laboratório de suas operações, mas nesta terça-feira, 3.400 homens das Forças Armadas entraram com blindados nas comunidades do Lins de Vasconcelos, na zona norte, onde anteriormente a Polícia enfrentou a tiros supostos traficantes.

Os militares também realizaram uma operação nesta terça-feira no presídio Bangu 3 para ajudar na detecção de armas de fogo.

A intervenção federal não freou a violência no Rio, onde, só neste fim de semana, oito pessoas morreram em uma operação policial na Rocinha, a gigantesca favela vizinha aos bairros mais abastados da cidade, e cinco jovens também foram assassinados supostamente por milicianos em Maricá, na região metropolitana do Rio. (Afp)

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