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Foi preso o ‘Robin dos Bosques’ do crime informático. Roubava 10 milhões de euros por assalto

Roubava 10 milhões de euros por cada assalto. Desenvolveu dois programas informáticos maliciosos que lhe permitiam aceder às redes internas dos maiores bancos do mundo. E é considerado o hacker mais bem sucedido de sempre. Mas, apesar disso, vivia uma vida pacata com a mulher e a filha em Alicante, Espanha. Considerava-se o Robin dos Bosques do crime informático porque só roubava aos “maus”: os bancos. Mas o conto acabou. Denis K. foi detido no dia 6 de março.

Denis K. tem 34 anos e é ucraniano. Era o líder de uma quadrilha que contava com outros dois ucranianos e um russo, também eles presos no início deste mês, e colaboradores espalhados por mais de 40 países. Uma das mentes mais brilhantes da informática, desenvolveu sozinho o Carbanak e o Cobalt – dois softwares maliciosos que infetavam os sistemas informáticos dos bancos através dos e-mails dos próprios funcionários. Uma vez assumido o controlo sobre toda a rede da instituição, ordenavam transferências bancárias, aumentavam o saldo das próprias contas e faziam levantamentos em dinheiro em caixas de multibanco que também manipulavam.

De acordo com o El Mundo, a polícia descobriu que os levantamentos não eram feitos pelos próprios elementos da quadrilha, mas sim por “mulas” – como são designadas pelas autoridades -, todas de nacionalidade moldava. Neste vídeo, é possível ver uma destas “mulas” a recolher dinheiro que era literalmente “cuspido” pela caixa de multibanco, através de ordens informáticas de um dos quatro membros do grupo.

O lucro de cada assalto, que costumava rondar os 10 milhões de euros, era depois lavado em plataformas financeiras em Gibraltar ou no Reino Unido, onde o grupo carregava cartões cartões de crédito pré-pagos com bitcoin. Mais tarde, estes cartões eram utilizados em Espanha, para adquirir bens de luxo. Cada operação demorava, normalmente, entre dois e quatro meses. No total, terão sido roubados mil milhões de euros a instituições bancárias.

A investigação que levou à detenção de Denis K. e dos outros três elementos da organização levou três anos e foi conduzida pela Polícia Nacional Espanhola, com a colaboração da Europol, do FBI, de empresas privadas de cibersegurança e das autoridades romenas, bielorussas e taiwanesas. Além das três detenções, foram apreendidos 500 mil euros em jóias, automóveis de luxo e arrestadas duas casas avaliadas em 1 milhão de euros. (Observador)

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