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Parlamento da Catalunha inicia novas consultas para eleger presidente

O presidente do parlamento catalão anunciou hoje em Barcelona que vai iniciar na quinta-feira uma nova ronda de consultas para “desbloquear definitivamente” o processo de escolha de um candidato à presidência do Governo regional.

“Amanhã abro uma nova ronda de consultas para escolher um candidato”, “desbloquear definitivamente” o processo e realizar uma sessão plenária “nos próximos dias”, disse Roger Torrent em conferência de imprensa.

O presidente do parlamento regional também revelou ter recebido uma carta em que o candidato anterior, Jordi Sánchez, preso preventivamente, renunciava à sua candidatura à presidência do Governo regional (Generalitat).

Jordi “Sánchez informou-me de que retira a sua candidatura à presidência, considerando que é o melhor serviço que pode dar ao país” (Catalunha), disse Roger Torrent.

“Agora é o momento de avançar” com a escolha de um terceiro candidato, depois das candidaturas frustradas de Carles Puigdemont, fugido na Bélgica, e de Jordi Sánchez, sublinhou Torrent.

A renúncia de Sánchez abre o caminho a um outro candidato avançado pela imprensa espanhola, Jordi Turull, ex-conselheiro (ministro regional) e ex-porta-voz da Generalitat, que também pertence ao partido do ex-presidente Carles Puigdemont, o “Juntos pela Catalunha”.

O presidente do parlamento regional, também ele um independentista, mostrou-se consciente de que “faz falta um Governo e um parlamento que trabalhem a 100%” para “recuperar as instituições catalãs, ultrapassar o artigo 155 [intervenção de Madrid] e avançar com eficácia e dignidade democráticas”.

Para Torrent, a renúncia de Sánchez é um facto que “não devia ter acontecido”, mas é “uma decisão que o honra, porque colocou a necessidade do país em cima dos seus legítimos interesses” e um ato de “generosidade para permitir a investidura e acabar com o atual estado de usurpação das instituições”.

Jordi Sánchez, Jordi Turull e Carles Puigdemont fazem parte de um grupo de independentistas que está a ser investigado por delitos de rebelião, sedição e peculato no quadro do processo independência da Catalunha que terminou com a intervenção do Governo central espanhol.

Em 27 de outubro de 2017 Madrid decidiu intervir na Comunidade Autónoma, nomeadamente através da dissolução do parlamento regional, da destituição do executivo regional e da convocação de eleições regionais que se realizaram a 21 de dezembro último.

O bloco de partidos independentistas voltou a ter uma maioria de deputados no parlamento regional. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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