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Curdos sírios denunciam “limpeza étnica” na Síria

Os curdos sírios dizem estar a ser vítimas de uma limpeza étnica por parte da Turquia e de terem sido abandonados à própria sorte pelos aliados do ocidente.

A milícia curda das Unidades de Proteção do Povo foi expulsa de Afrin, este domingo, por Ancara que pretende agora alargar a ofensiva a outras regiões no norte da Síria. Um grupo que a Turquia designa de terrorista devido às ligações com o PKK e que tem, ao mesmo tempo, combatido ao lado de Washington os radicais do autodenominado Estado Islâmico na Síria.

Os Estados Unidos dizem estar “preocupados” com a situação humanitária no enclave e acusam a Turquia, aliada de Washington na NATO, de ter desviado as atenções da luta contra os extremistas.

O chefe de Estado turco já reagiu. Na resposta, Recep Tayyip Erdogan exigiu que Washington respeite Ancara.

“Por um lado dizem que somos um parceiro estratégico e depois colaboram com terroristas. A verdade é esta. Se somos parceiros, têm de nos respeitar e de seguir a mesma direção” afirma o Presidente turco.

A ajuda humanitária já começou a chegar ao enclave de Afrin, numa altura em que se multiplicam os relatos de pilhagens atribuídas aos homens que combatem ao lado de Ancara as Unidades de Proteção do Povo. De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, a violência em Afrin terá provocado cerca de 250 mil deslocados e centenas de mortos, entre eles 1500 combatentes curdos (Euronews)

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