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Comandante-Geral da PN quer polícias africanas mais próximas da INTERPOL e mais tecnologia ao seu serviço

O Comandante-Geral da Polícia Nacional defendeu hoje, em Luanda, o aumento da cooperação internacional, através da INTERPOL, para aumentar a eficácia das polícias africanas e em especial na África Austral.

No arranque de uma reunião técnica do órgão que agrega as chefias para a cooperação policial na África Austral (SARPCCO), o comissário-geral Alfredo Mingas, que preside a esta organização regional, lembrou que o continente africano representa apenas 1 por cento no que diz respeito à utilização das ferramentas tecnológicas e bases de dados disponibilizadas pela INTERPOL.

Apesar de a SARPCCO ser responsável por metade desta cifra, o comandante “Panda”, sublinhando a comparação positiva com o resto das organizações sub-regionais africanas, entende que a cooperação com a polícia internacional deve aumentar porque está “muito aquém daquilo que se pode e deve fazer neste domínio”.

O incremento da cooperação internacional, via INTERPOL, foi o desafio que Alfredo Mingas lançou aos técnicos e chefias da polícia austral que estão, a partir de hoje, reunidos em Luanda para debater questões relacionadas com a organização e analisar formas e estratégias de melhorar o combate à criminalidade transnacional, como são os diversos tráficos, incluindo pessoas, drogas ou armamento…

Uma das recomendações em cima da mesa para os trabalhos que vão de hoje a quarta-feira, é, precisamente, a melhoria das estruturas de cooperação internacional, como sejam os escritórios nacionais e regionais da INTERPOL, promovendo a sua eficiência para melhor garantir a segurança regional e nacional.

O Comandante-Geral da Polícia Nacional sublinhou não ter dúvidas de que a segurança “representa hoje e cada vez mais um pilar fundamental para a estabilidade e o desenvolvimento” dos países africanos.

Uma das chamadas de atenção que produziu foi para o cibercrime, fenómeno potenciado pela permanente revolução tecnológica em que o mundo se encontra, mas que, com todas vantagens que oferece, abre igualmente as portas a diversas actividades criminosas e com múltiplas conexões para as quais as polícias africanas devem estar em permanente actualização.

Isso mesmo sublinhou o comandante “Panda” ao dirigir-se aos oficiais da SARPCCO presentes na sala, afirmando que as polícias em questão carecem de uma rápida actualização e fortalecimento das suas capacidades como o mais seguro caminho para debelar vulnerabilidades e ameaças através do investimento em solução tecnológicas e da formação dos quadros que as vão operar.

Num dos pontos sublinhados nesta intervenção, o “chefe” da polícia angolana garantiu o seu empenho no aumento progressivo dos efectivos femininos na corporação, passando, nos próximos anos, tal como recomenda a organização regional, dos actuais 10 por cento para um mínimo de 30 por cento de mulheres polícias na PN.

Até porque, lembrou ainda o comandante “Panda”, as mulheres que integram a Polícia Nacional têm demonstrado que “conseguem vencer as barreiras do preconceito” e justificar “por mérito” o lugar dentro das corporações de polícia. (Novo Jornal Online)

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