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Cancelada reunião na Presidência guineense para tentar ultrapassar impasse político

A reunião na Presidência da Guiné-Bissau para tentar ultrapassar o impasse na formação do Governo do país, prevista para terça-feira, foi cancelada, confirmou hoje à agência Lusa fonte da presidência.

Segundo a fonte, a reunião foi cancelada e “muito provavelmente poderá acontecer no decorrer desta semana”.

Na passada quarta-feira, a pedido da sociedade civil, o Presidente guineense, José Mário Vaz, reuniu-se com representantes da sociedade civil, entidades religiosas, Partido da Renovação Social (PRS), grupo dos deputados dissidentes do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), comunidade internacional e grupo das mulheres facilitadoras do diálogo para tentar encontrar um acordo para o impasse político que o país atravessa, mas sem resultados.

O encontro ficou marcado pela ausência do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das legislativas de 2014, do Partido da Convergência Democrática (PCD), União para a Mudança (UM) e Partido da Nova Democracia, todos partidos com representação parlamentar e signatários do Acordo de Conacri.

No final da reunião, Braima Camará, do grupo dos deputados dissidentes do PAIGC, anunciou um novo encontro para terça-feira.

A crise política na Guiné-Bissau continua num impasse e no final de janeiro o Presidente guineense nomeou um novo primeiro-ministro para o país.

Artur Silva é o sexto primeiro-ministro nomeado pelo Presidente desde as eleições legislativas de 2014, ganhas pelo PAIGC, mas a composição do seu Governo continua sem ser anunciada mais de 40 dias depois de ter tomado posse.

Empossado a 31 de janeiro, Artur Silva prometeu então, “para breve”, um Governo integrado por todos os signatários do Acordo de Conacri, patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para acabar com a crise política na Guiné-Bissau.

Na sequência da nomeação de Artur Silva, a CEDEAO impôs sanções a 19 individualidades guineenses, incluindo o Procurador-Geral da República, vários ministros do Governo demissionário e ao filho do chefe de Estado.

Em causa está a aplicação e cumprimento do Acordo de Conacri.

O Acordo de Conacri foi rubricado em outubro de 2016 pelos cinco partidos com assento parlamentar, o líder do parlamento e o grupo dos 15 deputados expulsos do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

O país deverá realizar eleições legislativas ainda este ano. O chefe de Estado guineense já ouviu os partidos políticos sobre a data para a realização das eleições, mas ainda não anunciou a data da sua realização. (RTP)

por Lusa

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