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África com oportunidade única de afirmação económica

O ministro do Comércio de Angola, Jofre Van-Dunem Júnior, disse hoje, em Kigali (Ruanda), que a África tem, com a assinatura do acordo da Zona de Livre Comércio Continental, uma grande oportunidade de se afirmar economicamente.

A Zona de Livre Comércio Continental deverá ser proclamada a 21 deste mês, na X Cimeira Extraordinária de Chefes de Estado da União Africana.

O ministro angolano, que falava a jornalistas no intervalo do Conselho Executivo da União Africana, fez saber que, devido a este facto, os participantes estão com muita vontade de criar as bases para transformar a África num continente bom para se viver.

“Esta é a grande oportunidade de a África se afirmar, esta é a grande oportunidade de a África ter uma voz única e acho que não vamos perder esta oportunidade”- realçou Jofre Júnior

Manifestou a esperança de que, depois da assinatura do acordo, se possam dar passos consistentes para que as populações africanas comecem a caminhar para a sua independência economia.

Em relação a questão se Angola tem as condições reais para implementar o acordo, o ministro afirmou: “Nós não podemos dizer que as condições são totalmente reais. Nós temos que as construir, onde elas não existem nós temos que trabalhar para encontrar o caminho certo”.

Neste sentido, destacou haver ainda muito trabalho para que a zona seja uma realidade.

Alertou para o facto de a criação desta comunidade estar a provocar alguns “ciúmes” em organizações económicas fora de África e que podem influenciar negativamente a implementação do acordo.

Contra tal situação, evocou a vontade de os africanos quererem ser independentes economicamente e aproveitarem fazer história. “Temos que mudar a História”

Este ponto de vista de Jofre Júnior já tinha sido realçado pela ministra dos Negócios Estrangeiros do Ruanda, Louise Mushikiwabo, na abertura do Conselho Executivo da União Africana: “Estamos ansiosos por marcar a diferença na história do nosso continente”.

Na sua intervenção, Louise Mushikiwabo bateu-se em argumentos para incutir nos participantes um posicionamento a favor da entrada em vigor do acordo o mais breve possível, por depender da ractificação dos parlamentos de 22 a 15 países da organização.

Não se trata apenas de um simples documento, mas de aspectos com implicações económicas sérias para as populações africanas, reflectidas no bem-estar dos povos e no incremento dos postos de trabalho que se ganham com a diversificação económica – referiu.

Na sessão de hoje do Conselho Executivo da União Africana foi analisada a documentação que será submetida à Cimeira dos Chefes de Estado.

A delegação angolana foi encabeçada pelo ministro das Relações Exteriores; Manuel Augusto. (Angop)

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