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Sarampo: número de casos confirmados sobe para 36

DGS informa que até às 18:00 deste sábado foram reportados 87 casos suspeitos de sarampo na Região Norte.

O número de casos confirmados de sarampo subiu para 36, segundo a Direção-geral da Saúde (DGS).

Em comunicado, a DGS informou que até às 18:00 deste sábado foram reportados 87 casos suspeitos de sarampo na Região Norte, “a maioria dos quais com ligação ao Hospital de Santo António, no Porto”.

Desses 87 casos reportados, “36 foram confirmados laboratorialmente pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e 25 foram infirmados”. “Os restantes 26 casos aguardam resultado laboratorial”, acrescenta a DGS.

Na sexta-feira, a DGS tinha reportado 25 casos confirmados de sarampo, num universo de 72 casos suspeitos, depois de na quarta-feira ter sido declara a “existência de um surto”.

Ainda segundo o comunicado divulgado pela DGS, até às 12:00 de hoje, foram administradas 890 doses de vacina VASPR (sarampo, parotidite e rubéola) a profissionais do Hospital de Santo António.

“Está em curso a investigação epidemiológica detalhada da situação, que inclui a investigação laboratorial de todos os casos”, acrescenta a DGS, recordando que o vírus do sarampo é transmitido por contacto direto com as gotículas infecciosas ou por propagação no ar, quando a pessoa infetada tosse ou espirra.

Os doentes são considerados contagiosos desde 4 dias antes até 4 dias depois do aparecimento da erupção cutânea. Os sintomas de sarampo aparecem geralmente entre 10 a 12 dias depois da pessoa ser infetada e começam habitualmente com febre, erupção cutânea (progride da cabeça para o tronco e para as extremidades inferiores), tosse, conjuntivite e corrimento nasal”, descreve a autoridade da área da saúde.

Adianta que, em conjunto com a rede de Autoridades de Saúde, em colaboração com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e com os profissionais de saúde, está a ser acompanhada a evolução da situação “de acordo com o previsto no Plano de Contingência”.

No comunicado divulgado, a DGS recomenda que as pessoas verifiquem os boletins de vacinas e que, caso seja necessário, se vacinem contra o sarampo, recordando tratar-se de “uma das doenças infecciosas mais contagiosas podendo provocar doença grave, principalmente em pessoas não vacinadas”.

No caso de pessoas vacinadas, “a doença pode, eventualmente, surgir, mas com um quadro clínico mais ligeiro e menos contagioso”, enquanto as pessoas que já tiveram sarampo “estão imunizadas e não voltarão a ter”.

Também este sábado, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu que, apesar de não ser obrigatória, a vacinação é “fundamental”, apelando a que os portugueses façam a vacina contra o sarampo, sobretudo crianças e jovens.

Não é possível haver vacinação obrigatória, mas é muito importante que muitos portugueses percebam a importância da vacina”, sublinhou o Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa disse que “houve uma moda respeitável,” mas que não deixou de ser “uma moda” entre as pessoas que hoje estão entre os 30 e os 50 anos de idade que entediam que as vacinas tinham efeitos colaterais.

Ora está provado que a vacinação tem um papel fundamental neste tipo de doenças e, portanto, se eu posso fazer um apelo sem que isso seja obrigatório para ninguém, é o apelo no sentido de vacinarem, a começar pelas crianças e pelos jovens”, defendeu o Presidente, referindo-se à vacina do sarampo. (Tvi24)

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