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Negros são mais afectados pelo cancro da próstata

Os homens de raça negra são mais propensos a desenvolver o cancro da próstata, mas cientificamente ainda não foi descoberta razão dessa incidência, disse em Luanda a médica imagiologista, Rachel Muingilu.

Durante um encontro de-nominado “Café com Ciência e Tecnologia”, sob o tema “Tecnologias para Diagnósticos e Tratamento dos Cancros mais Frequentes em Angola”, a médica da Clínica Girassol salientou que ainda é desconhecida a causa da origem dessa patologia em pessoas do sexo masculino de raça negra, mas adiantou existirem alguns factores de risco.

“O homem, por natureza, é portador de próstata que não é cancro”, explicou aos participantes. A médica adiantou que “o desenvolvimento do mal também é proporcional à idade da pessoas afectada”, sugerindo que “este crescimento deve ser controlado”.

A especialista alertou que existe a inflamação da próstata que não é necessariamente considerada cancro. A próstata existe no órgão reprodutor masculino, no formato de uma ameixa e pesa cerca de 20 gramas.

Quanto ao desenvolvimen-to da doença, Rachel Muingilu, disse que se comporta de acordo com o organismo de cada pessoa. A patologia, em alguns casos, desenvolve-se de forma menos ou mais agressiva.

O homem deve fazer o rastreio para detectar a doença, a partir dos 45 anos, mas, se houver um historial na família, é aconselhável fazer o exame mais cedo, alertou a médica Rachel Muingilu.

Mais de mil casos de cancro

Um total de 1.313 novos casos de cancro foram diagnosticados durante o ano passado pelo Instituto Angolano de luta contra a doença. A informação foi prestada em Luanda pela médica oncologista, Albertina Manaça.

Ao dissertar durante o encontro “Café com a Ciência e Tecnologia”, a médica apontou a falta de um registo de base populacional e a inexistência de uma rede oncológica para a assistência mais próxima da residência do paciente, que fazem com que a maioria dos afectados sejam apenas diagnosticados em fase já avançada da doença.

A especialista salientou que o crescimento anual do cancro em Angola tem a ver também com a falta de recursos humanos, infra-estruturas e equipamentos tecnológicos insuficientes para dar resposta à procura crescente para a prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e cuidados paliativos dos pacientes.

Dados do Instituto Angolano de Controlo de Cancro apontam que nos últimos cincos anos 5.715 pessoas fora diagnosticadas no país. Deste número, os mais frequentes são o cancro da mama com 1.215 casos, do colo do útero (963) e da cabeça e pescoço com 616 casos.

De acordo com a médica oncologista, a tecnologia para o diagnóstico e tratamento do cancro mais frequente em Angola passa pela cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonoterapia, cuidados pa-liativos e terapia alvo.
A médica imagiologista da Clínica Girassol, Rachel Muingilu, disse na ocasião que a idade ideal para fazer a mamografia normal em Angola é aos 40 anos.

No caso de mulheres que têm historial de cancro na família, a médica recomenda exames de rastreio a partir dos 35 anos.

Mortes pela doença

Mais de 7.200 pessoas morrem anualmente, no país, vítimas de cancro, revelam dados divulgado pela Direcção Nacional de Saúde Pública.

Para contrapor o crescimento da doença e o impacto negativo na vida das pessoas, a OMS recomenda que se desenvolva programas de prevenção e de controlo do cancro. A Organização Mundial de Saúde regista todos os anos, no mundo, cerca de 14 milhões de casos novos de cancro e 8,2 milhões de pessoas morrem vítimas da doença.

As projecções apontam para um aumento de doentes, caso não sejam implementadas medidas eficazes de prevenção. (Jornal de Angola)

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