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Investigações às contas da Sonangol e Fundo Soberano comprometidas por falta de quadros

As investigações abertas pela Procuradoria-Geral da República às anteriores administrações da Sonangol e do Fundo Soberano, lideradas por Isabel dos Santos e Filomeno dos Santos, “Zenú”, dependem de terceiros para seguirem adiante, reconheceu ontem Hélder Pitta Grós, alertando para a falta de quadros capacitados.

O procurador-geral da República, Hélder Pitta Grós, chamou hoje a atenção para a necessidade de “dar formação aos magistrados para estarem com capacidade de darem solução à nova situação”, referindo-se aos desafios que se colocam às autoridades judiciais de luta contra a corrupção, impunidade e nepotismo.

Falando em concreto sobre a investigação à administração de Isabel dos Santos na Sonangol, o responsável admite que, devido à falta de quadros capacitados, a PGR tem de “contar com a sociedade civil, com os serviços que existem, para que haja um apoio especializado para levar avante este inquérito”.

Hélder Pitta Grós sublinhou que a instituição quer que o processo, aberto na sequência das declarações feitas em conferência de imprensa pelo presidente do conselho de administração da Sonangol sobre movimentos financeiros irregulares, decorra de forma imparcial e isenta.

Também em relação à investigação às contas do Fundo Soberano, o procurador refere que se trata de uma questão que ultrapassa os meios disponíveis.

“Às vezes, as situações para a nossa capacidade, temos que ir buscar apoios externos, neste momento está a ser feito este trabalho, não directamente por nós, porque não temos capacidade para tal, mas há medidas que foram tomadas e que aguardamos que haja resultados, que nos permitam depois dar continuidade ao trabalho que está a ser feito”, esclareceu.

Recorde-se que o ministro das Finanças, Archer Mangueira, justificou a exoneração de José Filomeno dos Santos da presidência do Fundo com a “falta de transparência nos processos de contratação dos gestores de activos e prestadores de serviços”, apontando ainda “um risco elevado resultante da exposição causada pelo volume de activos que se encontram sob gestão de apenas uma entidade externa”. (Novo Jornal Online)

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