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Ruptura no aleoduto causa derrame de petróleo no Soyo

Uma ruptura verificada na tubagem de transporte do crude entre as bases petrolíferas de Kinfuquena e Pangala, em on-shore, no município do Soyo, província do Zaire, está na origem do derrame de média proporção registada na madrugada desta terça-feira, no bairro Kitona, periferia da cidade.

A informação foi revelada nesta terça-feira à Angop por uma fonte da petrolífera “Somoil” que opera na região sem, no entanto, avançar a quantidade de barris de petróleo bruto derramado no local.

De acordo com a mesma fonte, uma equipa técnica encontra-se já no terreno para mitigar os efeitos do derrame que atingiu uma área aproximada de 150 metros de comprimento e 10 de largura e impedir que o óleo negro se expanda na periferia da zona afectada, e consequente limpeza da mesma.

Reagindo a este facto, a moradora da zona atingida, Natália Pedro, 67 anos de idade, disse que os residentes foram surpreendidos, nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, com grandes quantidades de crude no chão.

“A situação é preocupante, uma vez que se trata de um produto que pode afectar o meio ambiente e a saúde das pessoas”, referiu, para quem o estado obsoleto de alguns equipamentos instalados nas linhas de transportes do crude pode estar na base do derrame.

O jovem José Maria, 26 anos de idade, lembrou ter testemunhado, há cerca de três anos, um cenário idêntico no mesmo bairro, tendo defendido a transferência dos habitantes desta zona devido aos riscos em que estão expostos.

Entretanto, fonte da empresa Somoil-SA assegurou estarem em curso trabalhos de substituição de alguns equipamentos do referido oleoduto que liga as duas bases petrolífera, visando melhorar os níveis de operação, proteger o ambiente e garantir segurança à população da região.

Lembrou, na ocasião, existir um passivo ainda por resolver no que diz respeito aos derrames de grandes proporções provocados durante o conflito armado na região, sublinhando estarem em curso diligências para se encontrar formas para mitigar o impacto provocado ao ambiente.

Pelo que se sabe, na área de concessão em on-shore da Sociedade Petrolífera Angolana (Somoil-SA), o derrame terá afectado uma área de cerca de 150 metros de cumprimento e 10 de largura, que já estão a ser intervencionada por técnicos da petrolífera.

A Somoil-SA, que opera há mais de 20 anos no Soyo, é uma empresa privada angolana do Grupo Serena. Tem como actividades a pesquisa, desenvolvimento, produção, comercialização de petróleo bruto, distribuição de derivados, serviços de consultoria. (Angop)

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