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Presidente colombiano anuncia retomada de negociações com o ELN

O presidente Juan Manuel Santos anunciou nesta segunda-feira (12) a retomada dos diálogos de paz com o Exército da Libertação Nacional (ELN), a última guerrilha ativa na Colômbia, interrompidos desde 10 de janeiro por causa de uma intensificação do conflito.

“Dei instruções ao chefe da equipe negociadora, Gustavo Bell, para que viaje a Quito e reative a mesa de diálogo”, assinalou o chefe de Estado em um comunicado.

Santos dobrou a aposta pelo diálogo apesar da derrota que sofreu nas eleições legislativas de domingo para a direita que rejeita a sua política de paz.

O presidente afirmou que os dois lados irão retomar as discussões para tentar declarar um novo cessar-fogo “amplo e verificável” para facilitar uma solução final ao conflito.

“Minha esperança é fazer o maior progresso possível na agenda temática e por que não esgotá-la nos próximos meses, se houver vontade”, disse ele.

O processo com o qual Santos tenta selar uma paz completa para a Colômbia, depois de conseguir o desarmamento e a transformação em um partido da ex-guerrilha das Farc, foi suspenso ao término de uma trégua bilateral de 101 dias que expirou em 9 de janeiro.

Pouco depois, o ELN – que, segundo dados da inteligência militar, tem cerca de 1.500 homens – voltou a atacar as forças públicas e infraestruturas petrolíferas.

O governo respondeu e, desde então, as partes entraram em uma nova espiral de violência que deixou dezenas de vítimas.

Nesta segunda-feira, o ministério da Defesa anunciou a morte de um líder rebelde, identificado como “El Grillo” (O Grilo), durante uma operação na fronteira com a Venezuela.

Em 6 de março, 34 insurgentes morreram em operações militares e dezenas foram presos, de acordo com o ministério da Defesa.

Já a guerrilha organizou atentados que deixaram mais de uma dúzia de soldados mortos.

Em um comunicado divulgado antes do anúncio oficial, o Exército de Libertação Nacional (ELN) já havia mostrado sua vontade de continuar o diálogo em meio a uma nova trégua.

“Respondemos ao chamado do presidente Santos para reiniciar as discussões, com a convicção de que é melhor o diálogo durante um cessar-fogo bilateral”, declarou o comando rebelde.

Última guerrilha ativa na Colômbia, o ELN e o governo procuram um acordo para acabar com uma revolta armada que começou em 1964.

“Espero sinceramente que, nesta nova oportunidade dada à paz, avancemos com prudência, firmeza e perseverança até concordarmos com a desmobilização, desarmamento e reintegração do ELN, isto é, a paz completa”, afirmou Santos (AFP)

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