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Filho mata o pai por causa de um negócio de gado e enterra corpo no quintal de casa

Feliciano Ndimoté, de 37 anos, confessou ter matado e enterrado o pai no quintal de casa, na aldeia Ekuma, província do Cunene, por causa de um desentendimento com origem na venda de duas cabeças de gado.

O homicida, segundo informações da polícia, alega que matou o pai porque este o repreendeu por ter vendido duas cabeças de gado contra a sua vontade.

O crime foi descoberto na quarta-feira da semana passada, quase duas semanas depois do homicídio, após uma denúncia anónima motivada pelo forte cheiro a cadáver que emanava da casa onde habitavam o homicida e a vítima.

Segundo porta-voz do Comando Provincial do Cunene da Policia Nacional (PN), intendente Nicolau Tuvecalela, o homem de 81 anos foi dado como desaparecido no dia 28 de Fevereiro.

“Através de uma denúncia anónima e do forte odor que a vizinhança sentia, fomos até ao local com cães para identificar de que zona do quintal saia o mau cheiro”, adiantou o oficial.

O intendente Nicolau Tuvecalela acrescentou que que o corpo da vitima foi encontrado na quarta-feira passada já em estado de avançada decomposição, num local afastado da casa, para onde o filho o tresladou entretanto devido ao risco de o odor intenso o poder denunciar.

“Os efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC) deslocaram-se até à casa da vítima constataram que se tratava de um corpo humano”, adiantou, acrescentando que o autor confesso do crime tentou meter-se em fuga quando os agentes começaram a desenterrar a vítima”.

O responsável disse ainda que o homem começou a chorar e confessou no local que matou o pai e o enterrou porque tinha medo de ser preso.

“Ele afirmou que matou o pai e depois o enterrou no quarto onde dormia, mas, por receio de ser descoberto por causa do cheiro do cadáver, durante a calada da noite removeu o corpo e foi enterrá-lo a 500 metros de casa”, contou ainda o oficial.

Segundo a mesma fonte, o resultado da autópsia ao corpo revelou que a vítima teve lesões na região cervical, tudo indicando que a vítima morreu por estrangulamento.

O autor confesso do crime já foi entregue ao Ministério Público para a legalização da prisão e posteriores tramitações processuais. (Novo Jornal Online)

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