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Raiva causa mais de mil óbitos

Um total de mil e 977 casos de mordedura de cães vadios ou semi-domiciliados, infectados pelo vírus da raiva, foram notificados pelos serviços provinciais de saúde a nível nacional, no período de 2007 a 2017, tendo resultado em igual número de mortes.

Os dados constam do relatório da Comissão Técnica Contra a Raiva, apresentado numa reunião realizada em finais de Fevereiro de 2018, na qual foi balanceada a implementação das actividades preconizadas no Plano Nacional de Contingência e Emergência Contra a Raiva, aprovada pelo Conselho de Ministros em 2007.

As províncias com maior incidência de casos de raiva são as de Luanda (774), Huambo (222), Bié (211), Benguela (153), Uíge (150), Huíla (120) e Malanje (100), segundo o documento que a Angop teve acesso, nesta segunda-feira.

Os participantes no encontro notaram uma baixa cobertura de vacina, devido a factores de ordem logística, insuficiência de recursos financeiros, humanos, de equipamentos e materiais específicos para o efeito.

O débil sistema de recolha dos animais vadios, na sua maioria cães semi-domiciliados, também foi apontado como uma das causas que têm contribuído para o aumento do número de mordeduras e transmissão do vírus da raiva aos humanos, assim como a fraca adesão por parte da população, sobretudo no meio rural.

Adoptaram a vacinação anti-rábica em cães, gatos e macacos como uma actividade contínua (rotineira) nos serviços de veterinária a nível nacional.

O documento esclarece que actualmente está em curso a vacinação de rotina contra a raiva dos animais de estimação (cães, gatos e macacos) e, em fase de preparação, a campanha de vacinação animal anti-rábica na província de Luanda, para o ano de 2018.

Quanto a estratégia nacional para o controlo da epidemia, a comissão técnica sublinha a importância da informação, educação e comunicação para o combate e a eliminação da raiva no mundo até 2030.

A meta foi estabelecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), com anuência da Aliança Global Contra a Raiva (GARC), Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

Para o efectivo controlo e eliminação da doença em Angola, o encontro sugere uma maior interacção entre os serviços veterinários dos governos provinciais, administrações municipais, população, órgãos de comunicação social, entre outras instituições vocacionadas.

Em Angola, a raiva é descrita como uma das doenças de carácter zoonótico, com maior impacto na saúde pública, levando em consideração que todos os mamíferos, incluindo o ser humano, são susceptíveis de se infectar com o vírus. (Angop)

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