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“Sou como sou”, diz o Presidente que não dá beijinhos à procura de votos

Com a mesma gravata da tomada de posse como Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa garantiu hoje a uma plateia de alunos que não dá beijinhos à procura de votos, recusando introverter-se para “dar um ar presidencial”.

A chegada de Marcelo Rebelo de Sousa, hoje à tarde, à Escola Básica e Secundária Professor Ruy Luís Gomes, em Almada, não foi muito diferente da entrada em palco de muitos músicos ou bandas, com palmas, gritos e cânticos à mistura das dezenas de alunos que esperavam o Presidente da República para uma aula-debate no dia em que comemora dois anos desde que tomou posse como chefe de Estado.

Durante mais de duas horas, em pé, com microfone de lapela e sem nunca parar no mesmo sítio do centro do anfiteatro, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu a todas as perguntas que os alunos do secundário tinham preparado, num ambiente descontraído e com o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, na primeira fila.

“Sou como sou. Não mudei. Não é por interesse. Eu não dou beijinhos à procura de votos. Eu já era beijoqueiro por natureza. Eu já era como era, assim extrovertido. Agora não me vou introverter para dar um ar presidencial”, respondeu, prontamente, a uma aluna.

As perguntas dos alunos da escola que o antigo professor escolheu homenagear por, num contexto difícil, “conseguir dar a volta”, foram dos rankings ao turismo, passando pela comunicação social e até pela justiça.

Mas a curiosidade dos alunos pela figura, percurso e ação de Marcelo Rebelo de Sousa imperou e até o porquê da tradicional gravata azul originou uma pergunta.

Depois da gargalhada generalizada, o Presidente da República lá confidenciou que tem “várias gravatas azuis parecidas com esta” – uma a duas dezenas – mas que a escolha da que hoje utilizou foi por motivos afetivos: “trouxe esta porque foi a gravata que usei no dia da tomada de posse há dois anos”.

Marcelo garantiu que “não sonhava ser Presidente da República”, mas sim “professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa”.

Outra confissão surgiu quando uma aluna quis então saber, se não se tratava de um sonho, qual a motivação que tinha levado Marcelo Rebelo de Sousa a candidatar-se a ocupar o Palácio de Belém.

“Vamos imaginar que o António Guterres era candidato a Presidente da República na altura em que eu fui. Eu quase de certeza não era candidato porque eu achava que ele cumpria essa missão melhor do que eu. Porquê concorrer contra ele? Ele cumpria melhor do que eu”, admitiu.

Sobre a forma de estar no cargo que ocupa, o Presidente da República não tem dúvidas que “tem de estar permanentemente atento e preocupado com prevenir aquilo que pode ser crítico”.

“Eu muitas vezes sou criticado por estar em sítios demais, por aparecer demais, por intervir demais, por falar demais. Mas faz parte da função preventiva. É muito mais cómodo estar fechado no gabinete e deixar correr”, justificou.

Para Marcelo, a forma como tem estado na Presidência da República, é também para “ter a certeza de que aqueles que têm responsabilidade nunca descolam dos milhões em nome dos quais eles lá estão”.

Conhecido por dormir pouco, uma aluna quis saber se descansa agora com a mesma serenidade com que o fazia antes de estar em Belém, tendo o Presidente da República admitido os meses, em 2016, “em que a banca portuguesa teve vários problemas para resolver e todos mais ou menos ao mesmo tempo” lhe deram noites “em que ficava a pensar”. (Noticias ao Minuto)

por Lusa

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