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Novo processo contra a Sonangol na justiça americana, por dívida de mais de cinco milhões USD

A empresa Dril-Quip, fabricante americana de equipamentos de perfuração para a indústria petrolífera, está a processar a Sonangol e o grupo francês SPIE, por uma dívida de mais de cinco milhões de dólares, referente à aquisição de material utilizado nas actividades da ExxonMobil em Angola.

A acção judicial contra a petrolífera nacional deu entrada, no final de Fevereiro, no estado americano do Texas, onde a empresa queixosa está sediada, informa a Africa Intelligence.

Segundo a publicação especializada no sector da Energia, que cita o advogado da Dril-Quip, Geoffrey Bracken, a Sonaid – uma joint-venture entre a Sonangol e a francesa SPIE – comprou equipamentos de perfuração à fabricante americana, por mais de oito milhões de dólares.

Deste montante, informa o jurista, nem metade está liquidada, levando a Dril-Quip a reclamar na justiça o pagamento de mais de cinco milhões dólares.

A Africa Intelligence adianta que o material na base do litígio foi disponibilizado à petrolífera americana ExxonMobil, para desenvolvimento da sua actividade no offshore angolano, nomeadamente no bloco 15, operado através da sua subsidiária local, a Esso, em parceria com os britânicos da BP, os italianos da ENI e os noruegueses da Statoil.

Sonangol reconhece “número elevado de conflitos judiciais”

A reclamação da Dril-Quip engrossa a fileira de processos contra a Sonangol, a braços com “um número elevado de conflitos judiciais e arbitrais”, conforme admitiu recentemente o presidente do Conselho de Administração da petrolífera nacional, Carlos Saturnino.

Falando em conferência de imprensa, na passada quarta-feira, 28, o gestor lembrou que a companhia estatal conseguiu resolver alguns desses diferendos de forma amigável.

Um dos casos mais sonantes envolveu a Cobalt Internacional, que reclamava uma compensação de 2 mil milhões de dólares à petrolífera nacional, devido à anulação de um negócio de 1,75 mil milhões de dólares.

Em causa estava o facto de a Sonangol ter desistido da compra da participação da empresa norte-americana em dois blocos angolanos.

O litígio foi recentemente ultrapassado com um acordo de 500 milhões de dólares, dos quais a companhia estatal angolana já pagou 150 milhões. (Novo Jornal Online)

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