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Guiné-Bissau: Presidente ouve bancos sobre sanções impostas pela CEDEAO

O presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, convocou hoje representantes dos bancos no país para ser informado sobre o congelamento das contas dos 19 cidadãos guineenses alvo de sanções da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

No encontro com o chefe de Estado, participaram representantes do Banco da União, Banco da África Ocidental, Ecobank, Orabank, Banque Atlantique e do Banco da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (BCEAO).

O director-geral do Banco da União, Mamadu Sankare, confirmou aos jornalistas o congelamento de contas, no âmbito das sanções impostas pela CEDEAO aos 19 cidadãos guineenses, incluindo membros do Governo.

O presidente Mário Vaz esteve também reunido com o ministro das Finanças, João Fadiá, e o representante da CEDEAO no país, Diplo Blaise, que recusou fazer declarações à imprensa.

Já o ministro das Finanças disse que o chefe de Estado o tinha convocado no âmbito das sanções impostas, tendo confirmado a recepção de uma carta da CEDEAO.

“Nós (Ministério das Finanças) recebemos uma carta da CEDEAO, mas não podemos fazer nada sobre isso. Se as contas foram congeladas, isso foi tratado directamente pela CEDEAO e os bancos”, disse, acrescentando que foi isso que explicou ao Presidente José Mário Vaz.

Na passada quinta-feira, fontes dos bancos a operar na Guiné-Bissau disseram que os cinco bancos comerciais receberam ordens escritas para congelarem as contas bancárias das 19 personalidades alvo de sanções pela CEDEAO.

O ministro do Turismo no Governo demissionário, Fernando Vaz, um dos visados pelas sanções, confirmou que “alguns bancos” comerciais tinham bloqueado as contas das personalidades sancionadas, mas garantiu que, pessoalmente, não foi afectado pela medida.

Alguns bancos explicaram que têm dificuldades em aplicar as ordens, devido ao facto de as suas presidências executivas se encontrarem fora da Guiné-Bissau.

Dos cinco bancos comerciais existentes em Bissau, apenas um tem a sua direcção executiva no país, os outros quatro ou são agências ou sucursais bancárias.

Além de proibição de operações nos bancos comerciais, as 19 pessoas, entre as quais o filho do presidente guineense, estão proibidas de viajar, bem como os seus familiares, e terão ainda os seus bens financeiros congelados.

A CEDEAO considera que estas 19 personalidades têm dificultado o entendimento que permite acabar com o impasse político no país, que já dura há cerca de três anos. (Angop)

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